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quinta-feira, 15 de março de 2012

A salvação esta na educação



Não quero mais saber de enrolação!
É proibido algo prometer
Sem formatar a forma de fazer:
A salvação está na educação.

Agora que o Brasil é uma nação
De sexta economia mundial
Protesta rimar big com bial:
A salvação está na educação.

Fora a demagogia e a embromação!
País que almeja ter forte progresso
Faz da pedagogia alto sucesso:
A salvação está na educação.

Vamos, portanto, unir a nossa ação
Com ordem, de domingo após domingo,
E levantando o dedo dizer: bingo!
A salvação está na educação!

domingo, 11 de março de 2012

Eu também já fui torneiro mecânico (jlo)

Eu nasci em Olaria, RJ, em 1960. Lembro-me da época em que moramos na Rua Toneleros, aos cinco anos, quando começaram a chamar-me “valente”, ato iniciado por minha prima de vinte anos, que morou conosco uns três, até conhecer um advogado, casar-se e ir para Minas Gerais, de onde nunca mais saiu. Chamava-se Gizely e era loura, olhos azuis, branca como açúcar mascavo, linda, enfim. Pura bobagem de criança, que acabaria me custando uns ossos quebrados...
Antes de completar seis anos, brincava na sala de casa, no momento em que meu padrinho abriu a porta e por ela entrou um policial fardado. Enquanto brincava com uma caixa de fósforos, meu carrinho imaginário, ouvia o que os dois homens diziam:
“Seu Palhares, o senhor tem que mudar desta casa o mais rápido possível, pois a proprietária não mais deseja mantê-la alugada.”
“Mas como é que vou fazer, seu guarda? não posso pagar aluguel de outra casa como esta. Além do mais, já moro aqui há sete anos...”
“Isso não é comigo. D. Maria quer a casa sem demoras e deu-lhe o prazo de quinze dias para desocupá-la. Pela quantidade de móveis que vejo aqui, o prazo é muito elástico...”
“Sim senhor, vou pegar mulher, filhos, meu afilhado Zezinho, a mesa com quatro cadeiras, o guarda roupas, o fogão, as três camas e antes mesmo desse prazo a gente já estaremos debaixo da ponte.”
“Passe bem, seu Palhares. Espero não ter que voltar aqui.”
“Fique tranquilo, Deus há de nos encaminhar um lugar para se escondermos.”
“Isso é com o senhor. Se Deus não lhe ajudar, eu é que não vou fazê-lo. Daqui a duas semanas estarei aqui para receber as chaves da casa. Se o senhor desocupá-la antes, pode entregá-las a sua senhoria. Adeus.”
“Adeus.”
E, em pensamento: “Ah! Deus, por que Tu não joga um raio na cabeça desse cabra da peste?”
O tempo passou, meu padrinho morreu, voltei para a casa de minha mãe, também viúva, que já cuidava de outros oito filhos. Aos 14 anos, comecei a trabalhar, para ajudar em casa, numa loja de móveis, mas o gerente não ia com minha cara. Às vezes, dizia que eu não gostava de tomar banho (nem água tinha lá em casa); outras vezes, com razão, dizia que eu quebrava os móveis da loja. Por fim, acusava-me de tratar mal os clientes do estabelecimento comercial, que era de propriedade de um tio meu. Este, para contornar a situação e não deixar de ajudar sua cunhada viúva, um dia, chamou-me à parte e perguntou-me se eu não gostaria de fazer um curso de eletrônica e me tornar um técnico em aparelhos elétricos, com possibilidades, segundo ele, de ganhar muito dinheiro futuramente. Não pensei duas vezes, topei o desafio.
Ele, então, encaminhou-me para uma seleção no Senai, em convênio com a Light. Feita a prova, em seguida a um psicotécnico, fui aprovado, junto com outros cerca de vinte aprendizes.
Como os cursos oferecidos deveriam ser preenchidos rigorosamente de acordo com a nota obtida na prova, sobraram para minha escolha carpintaria, eletricista e torneiro mecânico. Escolhi este, por verificar que quem trabalhava na carpintaria ficava com o macacão, que nos fora oferecido, cheio de serragem de madeira e os que optaram pelo ofício de eletricista eram chamados de “trepa-paus”, porque seriam treinados para subir em postes e instalar fios condutores de eletricidade nas ruas dos bairros do Rio de Janeiro. Desse modo, minha primeira profissão, originada de aulas teórico-práticas foi a de torneiro-mecânico.
Agora penso em filiar-me a algum partido político. Quem sabe, se com o curso de torneiro mecânico e o segundo grau completo eu não tenha uma chancezinha de ser um grande político aqui em Pasárgada? Dizem que falo muito bem a língua popular. E precisa mais que isso para ser eleito? Pra escrever não vai faltar cabo eleitoral de minha campanha no meu gabinete de deputado federal. Isso eu agarantio, sô!

segunda-feira, 5 de março de 2012

Um Ser (Cruz e Sousa) e Sorriso interior (Cruz e Sousa)

Já que falamos em servir para vir a Ser, lembramo-nos de dois belíssimos sonetos de Cruz e Sousa intitulados acima
UM SER
Um ser na placidez da Luz habita,
Entre os mistérios inefáveis mora.
Sente florir nas lágrimas que chora
A alma serena, celestial, bendita.

Um ser pertence à música infinita
Das Esferas, pertence à luz sonora
Das estrelas do Azul e hora por hora
Na Natureza virginal palpita.

Um ser desdenha das fatais poeiras,
Dos miseráveis ouropéis mundanos
E de todas as frívolas cegueiras...

Ele passa, atravessa entre os humanos,
Como a vida das vidas forasteiras,
Fecundada nos próprios desenganos.

E também deste: SORRISO INTERIOR, do mesmo iluminado poeta Cruz e Sousa:

O ser que é ser e que jamais vacila
Nas guerras imortais entra sem susto,
Leva consigo este brasão augusto
Do grande amor, da grande fé tranquila.

Os abismos carnais da triste argila
Ele os vence sem ânsias e sem custo...
Fica sereno, num sorriso justo,
Enquanto tudo em derredor oscila.

Ondas interiores de grandeza
Dão-lhe esta glória em frente à Natureza,
Esse esplendor, todo esse largo eflúvio.

O ser que é ser transforma tudo em flores...
E para ironizar as próprias dores
Canta por entre as águas do Dilúvio!

Servir para vir a ser (jlo)

Você já pensou na composição silábica da palavra "servir"? Ela é formada por dois verbos: "ser" e "vir". Se mudadas as posições das sílabas e feita a ligação com a preposição "a" teremos "vir (a) ser". É o devenir (devir ou vir a ser: transformação incessante e permanente, segundo o "Aurélio"), consequência natural de nossa predisposição sublime de servir.
Podemos concluir, do dito acima, que é preciso servir em nosso eterno vir a ser. Mas vir a ser o quê? Um ser do devir, um emissário divino, como o próprio Cristo que, no Antigo Testamento, era por vezes confundido com o próprio Deus, ao ser-lhe atribuído o designativo “Eu Sou”. As palavras de Jesus e dos Espíritos superiores não nos deixam dúvidas de que ele é o modelo de perfeição a ser seguido por todos nós aqui na Terra. Em Êxodo, cap. 3, versículo 14, Deus é representado simbolicamente pela expressão “EU SOU”, todavia, João reproduz as seguintes palavras de Cristo, no cap. 8, vers. 12: “Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida”. Ou seja, Jesus já é “a luz do mundo”. Segui-lo é praticar os seus ensinamentos, é esforçar-nos diuturnamente para nos melhorarmos, é empenharmo-nos em servir, na medida de nossas forças e sem desânimo, nesse eterno “vir a ser” ou “devir” que nos impulsiona, pelas nossas obras do servir, inexoravelmente, à perfeição.
Ser a “luz do mundo”, conforme afirmou-nos Jesus, é possuir a iluminação máxima em nosso orbe. E segui-lo é estar na luz da sabedoria e, consequentemente, longe das trevas da ignorância. Segui-lo é, pois, trabalhar intensamente nas fileiras do bem sem desânimo e cheios de fé e de esperança.
É desse modo que se aprende a servir para vir a ser. Quando entendermos isso, não somente cultuando palavras bonitas para sermos aplaudidos no mundo, mas para aplicarmo-las, antes de tudo, às nossas ações positivas, demonstraremos a perfeita compreensão dos benefícios do bem em nossas vidas e na do nosso próximo.
Sendo um com o Pai, em suas próprias palavras (João, 10:30), Jesus Cristo já transcendeu, em relação a nós, o “vir a ser” e alcançou o “eu sou”, meta de todos nós, quando alcançarmos a pureza total de nossos Espíritos. Entretanto, mesmo esse “ser” ainda equivale, em relação ao SER MAIOR, que é Deus, um eterno devir, cuja consequência é alcançar a felicidade plena.
Ainda são de Jesus as seguintes palavras: “Eu sou a porta das ovelhas” (João, 10: 7). “Eu sou o bom Pastor: o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas” (João, 10: 11). “Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá” (João, 11: 25). E, por fim, após confirmar ser Mestre e Senhor de todos nós (João, 13: 13), em seguida à atitude humilde de lavar os pés de seus apóstolos, ainda complementa: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim”.
É, portanto, necessário aprender com o Cristo de Deus “Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste” (João, 17: 21).
Quando aprendermos o verdadeiro significado de servir, sem qualquer intenção de retribuição ao bem que façamos, mas por amor ao próprio bem, como o Senhor nos ensinou, estaremos modificando no nosso Espírito sempre para melhor, nesse eterno vir a ser, o devir que nos irmanará em um só pensamento e uma só vontade. Então, compreenderemos a importância da palavra “servir”.

Curiosidades do Português (frases paradoxais)

As seguintes frases foram-nos enviadas por uma amiga que, por sua vez, as recebeu de um português (rimas propositais, pois adoro rimar):
1. Frase portuguesa num saquinho de batatas fritas:
“Você pode ser o vencedor. Não é necessário comprar. Detalhes dentro.”
2. Nas pastilhas para dormir da Nytol:
“Advertência: pode produzir sonolência.”
3. No pudim da “Marks & Spencer”:
“ATENÇÃO: o pudim estará quente depois de aquecido.”
Alerto aos nossos irmãos de além-mar que a intenção aqui é apenas divertir e não denegrir ninguém. Também há frases de brasileiros hiláricas, que reproduziremos oportunamente.

  Rumo à perfeição   Em nossa luta contra o mal em nós, O mal que não queremos sobreleva Por nossa imersão em densa treva Desde o tempo de n...