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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

 



Liberdade Religiosa para Nossos Filhos?  

                                                                                                              Jorge Leite de Oliveira

Meus filhos,

Alguns jovens afirmam que seus pais lhes dão total liberdade na escolha de suas religiões. Estariam certos esses pais?

Para melhor entendimento sobre o assunto, gostaria que vocês refletissem amorosamente nos argumentos do seu pai que, se não é o melhor do mundo, nunca deixou de amá-los muito.

Há poucos dias, ouvi uma palestrante dizer que era espírita desde criança, embora tenha frequentado, na mocidade, diversas igrejas e haja chegado à conclusão de que somente o Espiritismo lhe responde a todas as indagações necessárias à sua paz e crescimento espiritual.

Na ocasião, dissera ela que seus pais sempre lhe permitiram liberdade de escolha religiosa, desde pequenina. Optara pelo Espiritismo por ter presenciado, ao longo de sua vida, a conduta paterna elevada em consonância com a Doutrina Espírita.

Então, pergunto: será que o Espiritismo pode ser responsabilizado pelos atos de seus seguidores em desacordo com os princípios elevados da religião que professam? Do meu humilde ponto de vista, não! Até porque, o modelo a ser seguido é Jesus, como nos mostram todas as religiões cristãs, entre as quais se inclui o Espiritismo. Isso não significa que nós, como seus pais, não estejamos nos esforçando para fazer o melhor, no campo da exemplificação dos nossos conhecimentos espíritas.

Estamos todos tentando acertar. E por vezes erramos. Mas, como nos ensina Allan Kardec: “Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar suas inclinações más.” ¹ Reflitamos. Ele não diz que o espírita deve ser santo, mas que deve estar sempre procurando crescer moralmente e se esforçando para não cometer erros. Entretanto, quando errar, tem que ter a humildade de reconhecê-lo e prosseguir no ideal do bem.

Vejamos o que diz o iluminado Espírito Emmanuel, com relação à educação religiosa dada pelos pais espíritas, na questão 113 do livro O Consolador, psicografado por Francisco Cândido Xavier e editado pela FEB:

 

Os pais espíritas devem ministrar a educação doutrinária a seus filhos ou podem deixar de fazê-lo invocando as razões de que, em matéria de religião, apreciam mais a plena liberdade dos filhos?

— O período infantil, em sua primeira fase, é o mais importante para todas as bases educativas, e os pais espíritas cristãos não podem esquecer seus deveres de orientação aos filhos, nas grandes revelações da vida. Em nenhuma hipótese, essa primeira etapa das lutas terrestres deve ser encarada com indiferença.

O pretexto de que a criança deve desenvolver-se com a máxima noção de liberdade pode dar ensejo a graves perigos. Já se disse, no mundo, que o menino livre é a semente do delator. A própria reencarnação não constitui, em si mesma, restrição considerável à independência absoluta da alma necessitada de expiação e corretivo?

Além disso, os pais espíritas devem compreender que qualquer indiferença nesse particular pode conduzir a criança aos prejuízos religiosos de outrem, ao apego do convencionalismo, e à ausência de amor à verdade.

Deve nutrir-se o coração infantil com a crença, com a bondade, com a esperança e com a fé em Deus. Agir contrariamente a essas normas é abrir para o faltoso a mesma porta larga para os excessos de toda sorte, que conduzem ao aniquilamento e ao crime.

Os pais espíritas devem compreender essa característica de suas obrigações sagradas, entendendo que o lar não se fez para a contemplação egoística da espécie, mas, sim, para santuário onde, por vezes, se exige a renúncia e o sacrifício de uma existência inteira.²

 

Isso, meus filhos, quem disse foi o Espírito Emmanuel, com milenar experiência no assunto, como pai, sacerdote e educador. E, sendo o Espiritismo o Consolador prometido por Jesus, nada mais natural que desejar-lhes o melhor ainda que nós mesmos, como pais, ainda tenhamos muito o que aprender no campo do amor e da renúncia em favor de nós mesmos.

É certo que muitos pais permitem a seus filhos a escolha religiosa, mas, em geral, quando o fazem, eles próprios não seguem seriamente suas religiões, quando as têm, ou não refletem ainda que o melhor para si deve ser também o melhor para seus filhos, dos quais são os primeiros educadores.

Ignoram, quando espíritas, as informações transmitidas pelos Espíritos superiores.

Não refletem ainda que, nas primeiras idades do Espírito encarnado, compete aos pais e responsáveis cuidar da formação moral e intelectual de seus filhos. É, pois, dever daqueles oferecer a estes o ensejo para a aquisição dos elevados princípios religiosos proporcionados pelo Espiritismo — Cristianismo redivivo — a todos os seus dedicados seguidores.

Essa decisão não implica intolerância para com as outras religiões, que podem ser examinadas por todos nós. Em especial, após já termos razoável conhecimento espírita, o que, geralmente, só ocorre quando atingimos a maioridade.

Mas se já conhecemos o Consolador, e se nele estão as respostas a tudo o de que necessitamos para a nossa felicidade, por que não empregar nosso tempo estudando a vasta mensagem da Doutrina Espírita?


Se a base de todas as religiões cristãs deve ser o amor, não existe melhor definição dessa virtude que esta máxima da Codificação Kardequiana: “Fora da caridade não há salvação”.


Atualmente, todas as religiões vêm buscando sua união em torno de um ponto comum: o amor. Segundo o Evangelista João (13:34), as seguintes palavras foram ditas por Jesus: “Novo mandamento vos dou; que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros.”

E o Espiritismo tem por máxima exatamente o amor, como vemos exposto em O Evangelho segundo o Espiritismo, cap VI, item 5: “Amai-vos, este o primeiro ensinamento; instruí-vos, este o segundo.”³

Se a base de todas as religiões cristãs deve ser o amor, não existe melhor definição dessa virtude que esta máxima da Codificação Kardequiana: “Fora da caridade não há salvação”. Caridade, meus filhos, é o amor posto em prática. E o primeiro, depois do amor a Deus, é o amor aos nossos pais.

Por todo o exposto, creio que, enquanto jovens, não é bom para suas mentes o envolvimento com as inúmeras concepções religiosas humanas antes do exame profundo e refletido da mensagem espírita.

O Espiritismo, meus queridos, fez-me ver a necessidade da prática incessante do amor e do conhecimento elevado como bases para uma vida melhor. Estou me esforçando nesse sentido, ainda que nem sempre lhes possa garantir aproveitamento integral, pois não passo de aprendiz dessas verdades eternas.

Uma coisa, porém, lhes posso garantir, em todas as forças da alma: sou muito feliz, graças ao conhecimento espírita e à luta contra as minhas imperfeições. As forças para tal combate foram-me proporcionadas por essa Doutrina Consoladora. Então, como Paulo, posso afirmar-lhes: “Aprendi a viver contente com tudo o que tenho.”⁵

E o que tenho, filhos do meu coração, devo muito à mensagem espírita, bênção maior de Deus em minha vida e legado maior deixado a vocês por mim e por sua mãe: o tesouro moral, que as traças não roem, a ferrugem não consome e os ladrões não roubam.⁶


¹ KARDEC, Allan. O Evangelho segundo o Espiritismo. 115. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1988. p. 276.
² XAVIER, Francisco Cândido. O Consolador. Pelo Espírito Emmanuel. 17. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1995. p. 74-75, item 443.
³ KARDEC, Allan. O Evangelho segundo o Espiritismo. 115. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1998. p. 130.
⁴ Idem, ibidem, op. cit., p. 248, 251 e 252.
⁵ Paulo. (Filipenses, 4:11.)
⁶ Jesus. (Mateus, 6:19.)

Outubro, 2001.
Reformador.


quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

 Você quer uma dica sobre a influência do Evangelho de Jesus em nossas vidas?

Decore esta sigla: COMESA (som fonético: /começa/.

Segundo o Espírito Alcíone na obra Renúncia, excelente romance espírita psicografado por Chico Xavier, baseado em fatos reais: “O Evangelho de Jesus precisa ser conhecido, meditado, sentido e aplicado”. Então, COMESA, que significa CONHECIDO, MEDITADO, SENTIDO e VIVIDO.

Gostou da dica? Então, começa, ou melhor, comesa: co: conhecido; me: meditado; s: sentido; v: vivido.



sábado, 14 de fevereiro de 2026

 Novo Salmo 23
(Irmão Jó)
O Senhor é o meu Pai
E, se eu buscar me esforçar,
Ele, certamente, vai
minha vida abençoar.
Permite que eu me deite
em um colchão confortável
e na cama eu aproveite
de descanso agradável.
Lembra-me de conservar
águas tranquilas nos rios,
que não polua o mar
e nem terrenos vazios.
Em boas ações me guia,
orienta-me os passos
e da injustiça me desvia
para a vida nos seus braços.
Se eu no escuro caminhar,
nenhum mal irei temer,
sua luz me guiará
no caminho a percorrer.
Ante mesmo os inimigos,
desfrutarei dum banquete
fazendo deles amigos
naquele e noutro deleite.
Minha cabeça estará
ungida a todo o momento,
pois Ele me proverá
de alegre e bom pensamento.
Misericórdia e bondade,
perdão, como indulgência,
são atos de caridade
de Deus em nossa existência.
Brasília, DF, 14 de fevereiro de 2026.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

 

10 de fevereiro - Dia do Atleta Profissional

 

No futebol ou basquete,

no vôlei ou natação,

no tênis de quadra ou mesa,

o atleta profissional

quer ser grande campeão.

 

Mas há também outro esporte

que sugiro aos campeões:

é o de tornar-se bem forte

no domínio de emoções,

e superar más paixões.

 

Atleta profissional

nunca despreze alguém,

seja com todos leal,

no exercício do bem,

em qualquer competição.

 

E ao egoísmo vença,

supere sua aversão,

ao rival que a desavença

dá azo à desunião,

E serás um campeão.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

 

9 de fevereiro - Dia do frevo

 

O frevo é muito mais que uma dança,

é pura expressão de resistência,

herança cultural que, com cadência,

faz da alegria um grito de esperança.

domingo, 8 de fevereiro de 2026

 

8 de fevereiro - Dia do magistério militar

 

Com disciplina, amor e devoção,

o militar transmite a seus discentes,

valores de lealdade e retidão,

condutas responsáveis permanentes.

 

Parabéns, professores militares

cuja arte nobre molda o bom caráter

do cidadão e cidadã exemplares

no respeito à família e à pátria mater.

 

sábado, 7 de fevereiro de 2026

 

7 de fevereiro - Dia Nacional da Luta dos Povos Indígenas

 

No dia dedicado aos povos ancestrais

celebramos suas histórias, rituais

suas culturas, tradições, valores

que persistem nos tempos atuais.

 

Que seja perpetuado seu legado,

e sua voz jamais seja calada,

pois o indígena é o guardião

da natureza linda e preservada.

  Liberdade Religiosa para Nossos Filhos?                                                                                               ...