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terça-feira, 17 de julho de 2018




Em dia com o Machado 324 (jó}

Embora o número de acessos à crônica passada tenha dobrado, tendo em vista a curiosidade da chamada para a leitura do texto intitulado pontuação, tenho certeza de que ninguém teve a curiosidade de reescrevê-lo com o uso dos sinais gráficos propostos. Ou, se houve algum herói ou heroína que se prestasse a tanto, certamente não tiveram coragem de enviar-me o texto com a pontuação em seu devido espaço.
Não tem problema. Eis o gabarito:

            O ponto indica uma parada que não é a do ponto de ônibus, e sim uma pausa no período denominada ponto final ou ponto parágrafo. Já pontuação implica uso do ponto que encerra um período não concluído por reticências, interrogação, ponto e vírgula, além da vírgula, ponto final e, se se tratar da conclusão de um período com o mesmo centro de interesse, há ponto parágrafo. Sobre o dilema da pontuação, pensei ter posto um ponto final nesse ponto e comecei o texto com inicial maiúscula. Entretanto, caberia após maiúscula ponto e vírgula, se o entretanto completasse o enunciado. Como a vírgula é o sinal gráfico mais utilizado na escrita, com toda a certeza, aqui caberia melhor a vírgula. Ah! recordo-me de que nas regras de pontuação, mesmo se tratando do ponto, também é ponto pacífico haver esses outros pontos que, sem serem pontos, também pontuam: são os dois pontos, as reticências, além doutros dois pontos a considerar. Sim, mais dois pontos: a) ponto de interrogação, que pode coincidir com a pausa do ponto final ou não: se a pausa não encerrou o enunciado, a inicial da palavra seguinte é minúscula, mas se a pausa for conclusiva, iniciaremos a frase seguinte com inicial maiúscula; b) ponto de exclamação: se a frase for conclusiva, a palavra seguinte terá inicial maiúscula, caso isso não ocorra, a inicial da frase citada será minúscula. Um ponto importante: não use pontuação antes do emprego de expressões entre parênteses ou colchetes, pontue somente após fechar parêntese.
Há outros pontos a citar, mas ficam para a próxima...

            Como curiosidade, a pessoa corajosa (ou curiosa amante de passatempo) que substituiu as palavras do texto anterior pelos sinais gráficos do atual economizou quatro linhas neste texto em relação àquele.
            Retirei uma vírgula do texto anterior, que já não existe no atual. Se você percebeu, parabéns. Caso contrário, releia o texto da crônica 323.
            Vamos ler mais, pessoal! É lendo, entendendo e refletindo que se aprende algo.
Quem ouve com muita atenção fala bem. Se ademais muito lê fala melhor; mas quem ouve, lê bastante e escreve criticamente vive bem melhor.  
Viver é aprender.

terça-feira, 10 de julho de 2018




Em dia com o Machado 323 *jó*

Hoje resolvi abordar um assunto ao qual não se dá muita atenção: vírgula, reticências, dois pontos, ponto e vírgula, ponto de exclamação, ponto de interrogação, ponto final e ponto parágrafo. Também chamado pontuação. Com isso, quem sabe eu também aprenda a pontuar?
Quando lecionei Português numa escola de Brasília, descobri um texto intitulado Ponto, creio que do escritor gaúcho Luís Fernando Veríssimo, não mais encontrado, mas que me inspirou este. A diferença é que o do Veríssimo era paródico e este é, principalmente, didático.
Então, de modo bem objetivo, vamos lá.
Desafio o leitor a pontuar o texto abaixo sobre pontuação, no qual os sinais gráficos foram substituídos por palavras. O gabarito será dado na próxima crônica.

Pontuação (Jó)

O ponto indica uma parada que não é a do ponto de ônibus vírgula e sim uma pausa no período denominada ponto final ou ponto parágrafo ponto final Já pontuação implica uso do ponto que encerra um período não concluído por reticências vírgula interrogação vírgula ponto e vírgula vírgula além da vírgula vírgula ponto final e vírgula se se tratar da conclusão de um período com o mesmo centro de interesse vírgula há ponto parágrafo ponto final Sobre o dilema da pontuação vírgula pensei ter posto um ponto final nesse ponto e comecei o texto com inicial maiúscula ponto final Entretanto vírgula caberia após maiúscula ponto e vírgula vírgula se o entretanto completasse o enunciado ponto final Como a  vírgula é o sinal gráfico mais utilizado na escrita vírgula com toda a certeza vírgula aqui caberia melhor a vírgula ponto final Ah ponto de exclamação sem vírgula recordo-me de que nas regras de pontuação vírgula mesmo se tratando do ponto vírgula também é ponto pacífico haver esses outros pontos que vírgula sem serem pontos vírgula também pontuam dois pontos são os dois pontos vírgula as reticências vírgula além doutros dois pontos a considerar ponto final Sim vírgula mais dois pontos dois pontos a) ponto de interrogação vírgula que pode coincidir com a pausa do ponto final ou não dois pontos se a pausa não encerrou o enunciado vírgula a inicial da palavra seguinte é minúscula vírgula mas se a pausa for conclusiva vírgula iniciaremos a frase seguinte com inicial maiúscula ponto e vírgula b) ponto de exclamação dois pontos se a frase for conclusiva vírgula a palavra seguinte terá inicial maiúscula vírgula caso isso não ocorra vírgula a inicial da frase citada será minúscula ponto final Um ponto importante dois pontos não use pontuação antes do emprego de expressões entre parênteses ou colchetes vírgula pontue somente após fechar parêntese ponto parágrafo
Há outros pontos a citar vírgula mas ficam para a próxima reticências



terça-feira, 3 de julho de 2018




Em dia com o Machado 322 [JÓ}
Jorge Leite de Oliveira (de Brasília)

"O brasileiro é D+. Acreditem que eu esqueci uma sacola com cápsulas do Nespresso no saguão de alimentação do shopping Iguatemi - fui ao cinema e na saída dei pela falta. Hoje, uma pessoa do bem deixou na portaria do meu prédio (a nota fiscal estava dentro e tinha meu endereço) D+! estou feliz com gesto de nossa honestidade e solidariedade." Postado no facebook por Lenira, em 02 de julho de 2018.

        A se acreditar na mídia, viveríamos num mundo perverso, no qual predomina a maldade. Vimos na TV, dias atrás, uma jovenzinha de doze anos patinando despreocupada e feliz, sem saber que morte horrível a esperava mais adiante. Triste, muito triste...
         Preso, um servente de pedreiro, testemunha do crime, indiciado pela polícia como cúmplice do casal assassino, disse ao delegado que a menina implorou para não a matarem. Tudo isso, porém, foi inútil. O comparsa da mulher, a qual obrigou a garota a entrar no carro do casal, estrangulou a frágil vítima até matá-la.
         Quadros horríveis como esse, infelizmente, ainda existem em grande quantidade na Terra. A mãe da vítima concluiu que sua filha “estava no lugar e hora errados”, mas apenas o Espiritismo explica um crime bárbaro como esse, aparentemente distante da Providência Divina.
         Há dois versos de música do cantor Reginaldo Rossi, falecido há poucos anos, que dizem o seguinte: “A vida não vale nada/quanto mais não tendo você”. É verdade, já se disse que “ninguém é uma ilha”. Portanto, todos precisamos da convivência e apoio uns dos outros. Mas de tanto a mídia divulgar crimes hediondos, ocorridos até mesmo no seio da família, muitas pessoas preferem morar sozinhas.
Em geral, esses crimes são praticados pelo homem, que, em vez de respeitar a mulher e as crianças sob seu teto, intimida, agride e assassina covarde e cruelmente aqueles a quem deveria proteger. Por vezes, a mulher é cúmplice do assassino, seja por temer sua represália, seja por se identificar no mal com aquele.
Se fizermos, porém, um cálculo estatístico sobre o número de pessoas que praticam o mal em relação às voltadas ao bem, estas ganham de goleada daquelas. Num desses dias de copa do mundo de futebol, ouvimos relato sobre o jogador da Dinamarca que assumiu o risco de seu time perder o jogo, mas não obter vantagem desleal sobre o time adversário.
Durante a partida, o jogador do outro time estava sozinho dentro da própria área, quando ouviu um apito dado por um torcedor. Imaginando ter sido o juiz o autor do apito, o atleta pegou a bola com as mãos e foi penalizado. Entretanto, o jogador do time adversário, encarregado da cobrança do pênalti, propositadamente, chutou a bola para a linha de fundo.
Seu time perdeu a partida de futebol, porém sua atitude tornou-se conhecida mundialmente. O bom exemplo comove a quem o vê e faz bem a quem o pratica. Não à toa, a Dinamarca é conhecida como o país menos corrupto do mundo. Isso passa pela educação com ética.
Enquanto isso, no Brasil, a cada vitória brasileira em jogo da copa, alguns políticos corruptos são libertados da cadeia pela 2ª Turma do STF, mesmo tratando-se de condenados a muitos anos de prisão.
Na Dinamarca corrupto é avis rara; no Brasil, a fraude está espalhada por todo lado, mas nosso povo começa a despertar. Nesse sentido, o papel da mídia social, desde que evitemos os fakes, é da mais alta importância.
O mal é ruidoso, espalhafatoso. O bem é silencioso, discreto e humilde, mas é o que predomina. Quer um exemplo? Somos mais de sete bilhões de pessoas na Terra, preocupados em trabalhar, constituir família, educar e ser educado. Dessa população, menos de um por cento opta pelo mal.
Para concluir, narrarei um fato acontecido comigo na semana passada. Após ter consultado médico, este prescreveu-me vacina com vitamina D3, no valor de R$ 130,00. Entretanto, ao perguntar à sua secretária pela forma de pagamento, esta informou-me de que só era aceito ressarcimento em dinheiro.
Como eu não dispunha do valor cobrado, indaguei-lhe, novamente, se havia alguma agência do Banco do Brasil nas proximidades. Em resposta, soube que somente existia agência desse banco a um quilômetro dali.
Ouvindo isso, outro paciente que aguardava atendimento propôs-se pagar minha vacina, desde que eu transferisse o valor do medicamento pago para sua conta do mesmo banco. Foi o que fiz, feliz e agradecido.
Lido no facebook: “Voluntários fazem mantas e cobertores para aquecer pessoas carentes”.
Casos como esses, em nosso país, são muito mais comuns do que os de políticos e empresários desonestos ou de psicopatas que arrebatam a vida a inocente criança. Apenas parecem tão comuns que não são divulgados.

terça-feira, 26 de junho de 2018




Em dia com o Machado 321 (Jó>

         Bom dia, amigos!
Quando eu tinha quatorze anos, trabalhei numa loja de materiais elétricos, no Rio de Janeiro. Como costuma ocorrer com crianças e jovens, nessa época, eu observava atentamente as atitudes dos mais velhos. O gerente da loja, guapo descendente de italiano, atendia a todos com extrema gentileza. Principalmente às jovens e bonitas clientes. Quase sempre, ele elogiava a beleza da moça e solicitava dela o número de telefone, após vender-lhe lâmpadas, fios de eletricidade etc.
Algumas vezes, era atendido com um amável e promissor sorriso; noutras ocasiões, a jovem esquivava-se da “cantada” do belo jovem. Na época, ele devia ter uns trinta e poucos anos. Era, porém, discreto e sabia preservar o seu conceito e o da loja que gerenciava.
Cinquenta e dois anos após, acompanhado da esposa, parei o carro em semáforo aqui de Brasília e presenciei algo que jamais pensara ser possível ocorrer. Vi jovem bonita abrir a janela de seu carro e pedir, em voz alta, a outro jovem que parara pouco adiante: — Oi, bonitão, passe-me seu telefone. Quero ficar com você, gostosão.
O bonitão, de seu carro, negava-se a atendê-la, mas ela insistia:  — Oi, gostoso, que tal ir para a cama comigo? O jovem, entretanto, não quis saber de conversa com ela. O sinal abriu, ela foi por um lado da rua, e ele dirigiu em sentido contrário ao dela.
A leitora e o leitor hão de rir do que acabei de narrar. No mundo atual, muitas vezes, os papéis se invertem. Antigamente, a iniciativa da conquista era do jovem apaixonado, e a donzela pretendida, mesmo sentindo atração por ele, não facilitava a conquista. Atualmente, a banalização sexual chegou a tal ponto que não há respeito nem mesmo às pessoas do mesmo sexo. Isso deve-se tanto aos avanços tecnológicos e científicos, quanto às influências das teorias materialistas humanas na Terra.
Para que a ciência alcance seu objetivo de tornar nossa vida melhor, entretanto, o caminho sempre foi o da mensagem do Evangelho em espírito e vida. Este está redivivo nas palavras dos Espíritos superiores, que foram encarregados pelo Cristo de nos conscientizar do propósito de cada existência na Terra e das consequências de nossos atos.
Nada há, em nossa vida, que não traga resultados. Costumo dizer que o tempo é nosso advogado, e a consciência, nosso juiz. Se nossos atos bons prevalecem, o advogado é de defesa; caso contrário, será o promotor que atuará contra nós. O juiz equânime, que tudo sente, tudo vê e tudo julga com implacável justiça, chama-se consciência, tribunal divino.
Somente quando nos assegurarmos de que a vida real é a do espírito, estaremos preparados para espiritualizar a matéria e não para materializar o espírito. Então perceberemos a importância da ética em nossos atos.
Explica Allan Kardec, no capítulo 23, item 8 d’O Evangelho segundo o Espiritismo:
A vida espiritual é, realmente, a verdadeira vida, é a vida normal do Espírito; sua existência terrestre é transitória e passageira, espécie de morte, se comparada ao esplendor e atividade da vida espiritual. O corpo não passa de vestimenta grosseira que reveste temporariamente o Espírito, verdadeira algema que o prende à gleba terrena, do qual ele se sente feliz em se libertar.

         Tal afirmativa não abona o desinteresse completo pelas nossas necessidades orgânicas e tampouco justifica o suicídio, que provoca sofrimentos inenarráveis ao desertor da existência terrena, no mundo espiritual. Além de afastá-lo do ingresso nesse mundo feliz da espiritualidade por tempo indeterminado. Seu objetivo é conscientizar-nos sobre a importância de atribuirmos valor relativo à matéria, em especial ao nosso corpo, que devemos respeitar e não submeter ao jugo das paixões animais.
Somente assim alcançaremos a verdadeira felicidade, a baseada na sanção positiva de nossa consciência, após ouvir o advogado tempo. Agimos no bem? O tempo é nosso defensor. Nossos atos visaram ao mal? Entra em cena o tempo promotor. O veredito consciencial é sempre justo, e nunca dorme.



terça-feira, 19 de junho de 2018




Em dia com o Machado 320 <Jó]

Nem acredita o leitor onde estive na semana passada. Pois é, estive na sede histórica da Federação Espírita Brasileira (FEB), que foi fundada em 10 de dezembro de 1911, na Avenida Passos, nº 30, no Rio de Janeiro.
No século XIX, ainda não foi ali que estive, mas sim em seu antigo endereço, na Rua da Carioca nº 120, sobrado onde também residia seu fundador, o português Augusto Elias da Silva. Esse fato foi relatado em minha crônica de 5 de outubro de 1885, na Gazeta de Notícias.
Após assistir à conversa de alguns diretores da Casa sobre atividades de assistência social da FEB, acompanhei-os, ao lado de Jó, até o restaurante da Rua Buenos Aires, onde todos almoçamos. Em seguida, caminhamos pela Rua Gonçalves Ledo, entramos por uma travessa dessa rua e alcançamos o Teatro João Caetano.
Caminhando mais um pouco, chegamos ao Real Gabinete Português de Leitura, local de minhas antigas pesquisas e no qual presidi quatro sessões da Academia Brasileira de Letras. Ao fundo do salão, belo busto de Camões. Ao lado do vate português, grande espada, que eu trocaria por bela caneta descansando após a escrita deste seu famoso soneto:

Alma minha gentil, que te partiste
tão cedo desta vida, descontente,
repousa lá no Céu eternamente,
e viva eu cá na Terra sempre triste.

Se lá no assento etéreo, onde subiste,
memória desta vida se consente,
não te esqueças daquele amor ardente
que já nos olhos meus tão puro viste.

E se vires que pode merecer-te
alguma cousa a dor que me ficou
da mágoa, sem remédio, de perder-te,

roga a Deus, que teus anos encurtou,
que tão cedo de cá me leve a ver-te,
quão cedo de meus olhos te levou.[1]

         De retorno à FEB, passeamos um pouco pelo comércio da Rua da Alfândega, acotovelados por milhares de pedestres. Nesse local, à frente das lojas que ladeiam a rua, seus concorrentes, os camelôs, vendiam todo tipo de mercadoria, desde frutas diversas e tropicais, como cajaranas e bananas a chaveiros, roupas e calçados variados.
         Mas o que mais me impressionou, no centro do Rio, foi a quantidade de mendigos. Um deles, deitado ao lado do teatro João Caetano, lembrou-me famosa peça teatral de Chico Buarque e Paulo Pontes: Gota d’Água.
         Deixo aqui meu louvor à Federação Espírita Brasileira que, bem perto dali, realiza um trabalho social que remonta a mais de um século, com base em famosa frase de Allan Kardec: “Fora da caridade, não há salvação”.





[1] PIVA, Luís. Organização e comentários. Luís de Camões: antologia. Brasília: Thesaurus, 1983, p. 63.


terça-feira, 12 de junho de 2018




EM DIA COM O MACHADO 319 }{

Bom dia!
Você sabe a diferença entre saber e fazer? Recebi, há dias, um vídeo de entrevista gravada com o filósofo e educador Mário Sérgio Cortella, na qual ele nos recomenda a prática de dois princípios de generosidade mental e de humildade intelectual: 1º) Quem sabe, reparte; 2º) Quem não sabe, procura (Disponível em: www.pensador.com/ autor/mario_sergio_cortella).
Infelizmente, o que se vê por aí, em especial nos ambientes de trabalho, nos quais impera o desejo de ascensão sobre os demais colegas, quem sabe oculta suas fontes de informação. Já quem não sabe acomoda-se na ignorância.
Precisamos aprender uma coisa: tudo que pensamos e falamos resulta de ideias coletivas. A única coisa que nos diferencia é o que fazemos dessas ideias. Se forem boas, os resultados de nossa prática serão promissores, se más, as consequências serão danosas. É a lei de ação e reação, que, antes mesmo de serem reafirmadas pelo Cristo, os profetas e filósofos da antiguidade nos ensinavam. Pena que, nem sempre, a aplicavam ao que faziam, exceto Jesus.
Coisa típica de ditadores e maus governantes...
É por isso que profetas como João Batista, o qual possuía profundos conhecimentos das leis divinas e as pregava ao povo da Galileia, mesmo sendo admirado pela sua coerência entre o dizer e o fazer, acabou com a cabeça cortada e entregue a Herodes numa bandeja. João fora Elias, profeta reencarnado que, após provar, em vida anterior, a 450 profetas seguidores do deus Baal que somente Jeová era o Deus único, mandou degolá-los (I Reis, 19:22- 40).
A Lei Divina, sempre presente em nossa consciência, é justa. Embora o amor cubra a multidão de nossos pecados e Saint Exupéry nos tenha dito que nos tornamos sempre responsáveis por aquilo que cativamos, também o somos pelo que destruímos ou escolhemos mal. Daí a vantagem da prática sobre a teoria moral presente apenas nos lábios ou no papel.
Diz ainda Mário Sérgio, no citado site, o seguinte, que nos faz refletir sobre o saber e o fazer: “As famílias confundem escolarização com educação. É preciso lembrar que a escolarização é apenas uma parte da educação. Educar é tarefa da família”.
Ora, se a educação começa de casa, e na escola somos instruídos, que é necessário saber para fazer uma sociedade melhor? Se, em casa, nossos pais ou responsáveis devem compartilhar conosco a melhor educação, a escola deve dar-nos a melhor instrução.
Por fim, a frase que considero primorosa metáfora de Cortella: “Se não quiser uma cidade suja, não deposite lixo na urna”.
Ou seja, a educação transmitida no lar, aliada à boa escolarização, que a família deve esforçar-se em nos proporcionar, ajudar-nos-ão a fazer um novo país, livre dos maus políticos e administradores corruptos. Nossa grande aliada é a internet, vigiada pelos pais que têm na ética os princípios basilares para a melhoria moral e material de nossa sociedade.
Por fim, que nossa procura do conhecimento, antes das novas eleições, tenha por base a criteriosa escolha de quem reparte o que sabe. Sobretudo, porém, que esse saber não seja baseado em mentiras e, sim, em atitudes que provem sua honestidade e competência. Para tal, temos quatro meses pela frente, que se escoarão rapidamente e não nos perdoarão a omissão e a desinformação, nos próximos quatro anos, até que venha a próxima Copa do Mundo e...

terça-feira, 5 de junho de 2018




EM DIA COM O MACHADO 318 (Jó>


Bom dia!
Meu amigo Samuel é um excelente pesquisador e autor espírita, além de muito bom expositor. É dele a autoria da obra Anna Prado, a Mulher que Falava com os Espíritos, publicada pela Federação Espírita Brasileira (FEB).
Ontem, assisti na FEB, em Brasília, a sua palestra sobre os itens 18 a 23 d’O Evangelho segundo o Espiritismo: preces para pedir a corrigenda de um defeito; pedido para resistir a uma tentação; e ação de graças pela vitória alcançada sobre uma tentação. De forma descontraída e culta, Samuel narrou-nos diversos casos.
Em dado momento, lembrou a música em homenagem à personagem Gabriela, de Jorge Amado, cuja letra é a seguinte: “Eu nasci assim, eu cresci assim, eu vivi assim, quero ser sempre assim. Gabrieeela!”. Logo após, o palestrante lembrou-nos de que precisamos amar as pessoas que se encontram envolvidas no mal e nos esforçar para auxiliá-las a desembaraçar-se das teias dos erros. Em seguida, contou casos pitorescos de sua infância, nos quais as frases populares de grande sabedoria, faladas por sua mãe, jamais lhe foram esquecidas.
Isso faz-me lembrar as palavras atribuídas à madre Teresa de Calcutá: “Teus filhos são como águias. Ensinarás a voar, mas não voarão o teu voo; ensinarás a sonhar, mas não sonharão os teus sonhos; ensinarás a viver, mas não viverão a tua vida. No entanto, em cada voo; em cada sonho; em cada vida permanecerá para sempre a marca dos ensinamentos recebidos”.
Após considerações outras, em sua palestra, Samuel, sem perder o fio da meada, voltou ao caso da personagem Gabriela e concluiu que esta se enganara ao nos dar a impressão de acomodação no erro. Ninguém é incorrigível.
É certo, digo eu, que muitos cidadãos envolvidos nas teias do crime, cujas consciências jazem obnubiladas, ainda permanecem no mal. Mas, se reincidem neste, é porque lhes falta a convicção racional proporcionada pelo Espiritismo de que “o crime não compensa”, haja vista a presença da Lei de Deus retribuindo “a cada um segundo as suas obras”, como nos disse Jesus.
Todos nós, por piores sejamos, estamos destinados à perfeição relativa, lembrou bem Samuel, pois a perfeição absoluta só Deus a possui. Entretanto, “seguem-nos ao menos três obsessores”. Isto quando somos pessoas boas, lembrou-nos o palestrante. As demais são seguidas por dezenas daqueles. E vem-me à mente o verso da letra de música cantada por Roberto Carlos: “Eu quero ter um milhão de amigos”. Só precisamos ter cuidado com algumas dessas amizades, pois, como diz o ditado, “Diz-me com quem andas e dir-te-ei quem és”.
Lembrou-nos, por fim, nosso amigo que, como a obsessão exerce forte influência no mundo atual, tomado pelo materialismo, uma das frases muito repetida é a seguinte: “O importante é ser feliz. Mas se essa felicidade é baseada no sofrimento e na angústia de outrem ou no desrespeito às leis, amanhã estaremos infelizes”.
Após citar os tipos de obsessão, desde o caso simples à subjugação, deteve-se o palestrante na obsessão por fascinação. Nessa situação, explicou, o influenciado está tão iludido pela atuação espiritual alheia, que não dá ouvidos a quem o contraria, e julga estarem todas as pessoas equivocadas, só ele está certo.
Desse modo, amigos, para finalizar, leiamos o conteúdo do capítulo 23 d’O Livro dos Médiuns, que trata sobre a obsessão. E... cuidado! O apego demasiado a pessoas, ao poder e às coisas materiais é o primeiro passo... 



  Rumo à perfeição   Em nossa luta contra o mal em nós, O mal que não queremos sobreleva Por nossa imersão em densa treva Desde o tempo de n...