EM DIA COM O MACHADO
611:
O Agricultor e sua lavra II (Irmão Jó)
Sucederá nos últimos dias, diz Deus, que
derramarei do meu Espírito sobre toda a carne. Vossos filhos e vossas filhas
profetizarão, vossos jovens terão visões e vossos velhos sonharão (BÍBLIA de
Jerusalém. Atos dos Apóstolos, 2:17).
Alma amiga, na última crônica, falei-lhe
ainda sobre meu amigo Agricultor, mas ainda tenho algo a narrar do que
ouvi ele dizer, não como lisonja ao seu ego, mas como demonstração a você sobre
a incansável obra do meu amigo septuagenário.
É autor de meia dúzia de livros, dedica-se à
edição semanal de crônica, faz pesquisas, elabora artigos para periódicos, realiza
palestras e outros trabalhos literários e técnicos. Está agora aguardando a
conclusão de sua nova obra, a ser publicada pela Editora Vozes, de Petrópolis,
RJ.
Caso isso ocorra antes, ou no início, do
próximo semestre letivo, pensa propor à editora o lançamento do livro em sua
terra natal, pois também, como eu, é carioca. Título da obra? Técnicas de
redação e de pesquisa científica. Pretensioso, não?
Se convidado, estarei lá, com certeza.
Durante alguns anos, Agricultor foi
contratado pelo CESPE/UnB para a correção de milhares de redações. Além disso,
redigiu recursos para diversos candidatos, em concursos públicos. Segundo me
informou, alguns desses candidatos, após obterem sucessos em seus pleitos, até
hoje lhe são agradecidos.
Ele pediu-me que não
me esquecesse de lhe dizer, alma amiga, que também é poeta e que aprendeu a
gostar de poesia quando frequentava, em Rocha Miranda, Rio de Janeiro, a
Mocidade Espírita Irmão Isaac. Morou dois anos em Salvador e aprendeu muito com
André Luís Peixinho, Nílson de Sousa, Divaldo Franco, além de outras pessoas amigas
do Centro Espírita Caminho da Redenção e outros amigos soteropolitanos.
Ah!, o Agricultor é também advogado,
embora não atue na área... Sua lavoura é a literatura.
É tricolor de coração! Além de se ter
tornado esforçado mesatenista, no Iate Clube de Brasília, onde já conquistou
honroso terceiro lugar na faixa etária que ocupa atualmente: a dos
septuagenários. Agora, pensa pedir ali a ampliação da faixa para quando ele for
octogenário. Animado com a conquista anterior, obteve na Fit Pong, academia de
mesatenistas de Brasília, o segundo lugar, após disputa com jovens bem mais
novos...
Casado, sua família, como a minha, é formada
pela esposa, há 45 anos, três filhos e seis netos. Muita coincidência comigo,
não é mesmo?
Já ia concluir, quando soube de algo incrível
ocorrido com meu amigo após seu relato, em crônica anterior, postada há duas
semanas, quando disse ter sonhado que dois andares de um shopping o
aplaudiram e ele conquistara a amizade dum magistrado. Uma jovem que ele não
via há alguns anos, amiga de sua filha, perguntou à aniversariante: — Você já
contou a seu pai o sonho que tive com ele?
Cris, a filha citada no primeiro parágrafo
desta crônica, disse-lhe que não. Então sua amiga narrou ao pai da
aniversariante seu sonho: Ela presenciava homenagem na escola onde Agricultor
trabalhara durante 22 anos. Ali, a festa era para ele, e todos os alunos de
diversos cursos o aplaudiam. Fora dali, muitos carros desfilavam em carreata
que prosseguia homenageando o emérito professor.
Pode ser que você, alma irmã, diga que meu
amigo enlouqueceu ou foi vítima de algum Espírito obsessor, para testar-lhe a
humildade. Entretanto, pergunto-lhe se você também não sentiria vaidade e
gratidão ante tal demonstração de carinho...
Como dizia um sábio professor na UnB, onde
também Agricultor cursou francês durante algum tempo: “— A vida só é
dura para quem é mole!”. Ao que completo: Ninguém é tão ignorante que não nos
possa algo ensinar, nem tão idoso que nada mais possa aprender.
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