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sexta-feira, 8 de maio de 2020


Quando há amor...
Jorge Leite de Oliveira

            Enquanto refletíamos sobre o que escrever e oferecer à revista Reformador, em seu 135º aniversário, ocorrido em 21 de janeiro de 2018, abrimos a obra Palavras de luz (XAVIER, p. 185), que nos propõe, em suas páginas, uma frase do Espírito Emmanuel para nossa reflexão em cada dia do ano. E lemos o seguinte:

Edificante é observarmos o sacrifício de tantos seres evolvidos que se consagram a sagrados labores, no planeta das sombras, quais os da regeneração de individualidades obcecadas no mal, operando abnegadamente a serviço da redenção de todas as almas, atirando-se com destemor a tarefas penosas, cheios de renúncia santificadora (In: XAVIER, 2014).

            Confirmam as palavras do Espírito Emmanuel as dezenas de obras psicografadas por Zilda Gama, Chico Xavier, Yvonne Pereira e Divaldo Franco, apenas para citar os médiuns mais renomados do Brasil que fizeram relatos dessas atividades socorristas da Espiritualidade Superior aos Espíritos ainda na infância espiritual. Tais amparos, entretanto, existem desde os primórdios do mundo e são relatados nas mais diversas obras consideradas sagradas e mesmo em livros da literatura ficcional.
            Como não podia deixar de ocorrer, os Espíritos Superiores informaram a Allan Kardec, desde a primeira obra do chamado “pentateuco kardequiano”, O livro dos espíritos, sobre a manifestação da Bondade Divina no socorro prestado pelos bons aos maus Espíritos, conforme lemos na resposta à questão 279 dessa obra: “Os bons vão a toda parte e assim deve ser, para que possam influir sobre os maus. As regiões, porém, que os bons habitam estão interditadas aos Espíritos imperfeitos, a fim de que não as perturbem com suas paixões inferiores”.
            Desse modo, fica-nos fácil entender a parábola do rico e Lázaro, ensinada por Jesus a seus discípulos, citada por Lucas, 16:19-31. Lemos ali que o rico, quando encarnado, vestia-se com as mais lindas roupas e fartava-se com os melhores alimentos, ao passo que Lázaro era um mendigo sempre faminto, que desejava poder comer ao menos as migalhas caídas da mesa do rico. Enquanto este vivia “regalada e esplendidamente”, o mendigo tinha as chagas lambidas pelos cães.
            Quando ambos desencarnaram, entretanto, o rico foi parar em região de tormentos morais e via Lázaro nas regiões celestiais. Sentindo-se sedento, o rico pede a Abraão, que representa enviado de Deus, para permitir a Lázaro refrescar-lhe a língua com a ponta do dedo.  Ouve então, do representante divino, a seguinte resposta negativa:

Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro, somente males; e, agora, este é consolado, e tu, atormentado. Além disso está posto um grande abismo entre ti e nós, de sorte que os que quisessem passar daqui para aí não poderiam, nem os daí poderiam passar para aqui (Lucas, 16:25-26).

            É a lei do mérito que está presente nessa passagem evangélica. Entretanto, de modo simbólico, podemos perceber que a passagem às regiões superiores, onde se encontrava o mendigo, estava interdita ao rico, mas em nenhum momento Jesus disse que essa situação seria eterna. Caso contrário, Abraão, representante de Deus, nem ao menos precisaria se dar ao trabalho de ir ao encontro do arrependido rico.
            As narrativas dos Espíritos Superiores esclarecem-nos que o sofrimento do Espírito endividado ante às Leis Divinas, por mais longo que possa ser, sempre terá um termo, que começa com seu arrependimento sincero. É quando os bons Espíritos encontram uma brecha na mente do Espírito criminoso para socorrê-lo. Entretanto, nem sempre esse auxílio é imediato, em virtude das próprias vibrações negativas que tal Espírito apresenta, atormentado por dramas conscienciais.
            Certamente, esse foi o motivo pelo qual, em sua parábola, Jesus quis nos mostrar que o rico desencarnado já podia se comunicar com um Espírito Superior, mas precisaria ainda de um tempo de sofrimento no Plano Espiritual, para refletir sobre a vida egoísta e impiedosa que tivera quando ainda estava encarnado. Só após esse período, de profunda dor moral e extremado arrependimento, o Espírito falido abre seu coração e mente para os primeiros socorros espirituais, como vemos narrado em Nosso lar, obra psicografada por Chico Xavier que foi reproduzida em filme de sucesso internacional.
            A primeira grande médium brasileira psicógrafa de romances ditados pelo Espírito Victor Hugo, sobre a questão da ação e reação, foi a professora Zilda Gama, que começou seu trabalho mediúnico por volta de 1912. Em obras como Almas crucificadas, Na sombra e na luz, Do calvário ao infinito e Redenção, o Espírito do mais ilustre poeta e romancista francês relata-nos as consequências do mau uso do nosso livre-arbítrio, bem como evidencia a Providência Divina, sempre pronta a nos socorrer, por intermédio dos seus celestes mensageiros. Contudo, percebemos que, tanto na vida física, como na espiritual, as consequências de nossos atos nunca deixam de nos influenciar positiva ou negativamente.
            Outra obra importantíssima da literatura espírita, que nos relata o sofrimento terrível de um suicida, amparado pela equipe de Maria Santíssima, é Memórias de um suicida. Esse livro narra-nos, de modo intenso, as amarguras sofridas pelo Espírito de grande escritor português, Camilo Castelo Branco, que a médium preferiu chamar, na época da elaboração do livro, pelo nome de Camilo Cândido Botelho. O sofrimento, no Vale dos Suicidas é tão intenso, para o narrador, que ele diz: “O vale dos leprosos,[1] lugar repulsivo da antiga Jerusalém [...] último grau da abjeção e do sofrimento humano, seria consolador estágio de repouso comparado ao local que tento descrever” (PEREIRA, 2012, p. 18). Somente após um período indefinível de sofrimentos, no qual o Espírito não saberia diferenciar o dia da noite, o socorro espiritual seria possível, mas só àquele cuja mudança vibratória o permitisse.
            Diversas outras obras foram recebidas mediunicamente pela médium Yvonne do Amaral Pereira, nas quais a atuação incessante dos bons Espíritos, em favor dos maus, encarnados ou desencarnados, demonstra-nos a Bondade de Deus, que nunca nos esquece.
            Outro médium dos nossos dias é Divaldo Franco, que tem recebido obras ditadas pelo Espírito Joanna de Ângelis, voltadas para o atendimento de nossos problemas psicológicos e espirituais, e pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda, com seus relatos sobre as intensas atividades socorristas dos Espíritos Superiores a entidades obsessoras e pessoas obsidiadas. Em algumas de suas obras, somos informados de que grande parte das pessoas consideradas doentes mentais, se não todas, sofrem a influência de Espíritos vingativos. Esses nossos irmãos, ignorantes quais são, estão sempre sob a vigilância das entidades elevadas e, oportunamente, serão esclarecidos, embora se respeite o livre-arbítrio de todas as individualidades, encarnadas ou desencarnadas.
            Esse socorro espiritual, porém, faz-se até aos Espíritos empedernidos no mal, como vemos relatado na questão 280 de O livro dos espíritos, quando Kardec pergunta sobre qual é a natureza das relações entre os bons e os maus Espíritos e obtém a seguinte resposta: “Os bons se ocupam em combater as más inclinações dos outros, a fim de ajudá-los a subir. É uma missão”.
            Na obra O céu e o inferno, lemos o relato de diversos Espíritos que praticaram o mal na vida física e nos relataram seus sofrimentos atrozes em consequência disso. Nenhum deles, porém, fica ao desamparo da Misericórdia Divina, que lhes envia Seus mensageiros. Muitos dos Espíritos endividados, para nossa instrução, são conduzidos a reuniões mediúnicas pelos mentores espirituais. Ali se manifestam arrependidos alguns, ainda revoltados, outros. Aos arrependidos, a oportunidade de libertação de suas dores morais é mais rápida; aos revoltados, somente após longo tempo, que lhes parece ser uma eternidade, o amparo espiritual é possível, pois os emissários divinos não violentam o livre-arbítrio de ninguém.
            Os seguintes capítulos d’O céu e o inferno narram-nos a situação dos Espíritos revéis às leis de Deus e o que podem fazer os mensageiros divinos e mesmo nós, os encarnados, em benefício deles e dos que lhes sofrem as influências negativas: cap. 4 – Espíritos sofredores; cap. 5 – suicidas; cap. 6 – criminosos arrependidos; cap. 7 – Espíritos endurecidos. O último capítulo dessa obra, todavia, trata sobre as “expiações terrestres”, o que justifica as seguintes palavras de Jesus:

Concilia-te depressa com o teu adversário, enquanto estás no caminho com ele, para que não aconteça que o adversário te entregue ao juiz, e o juiz te entregue ao oficial e te encerrem na prisão. Em verdade te digo que, de maneira nenhuma, sairás dali, enquanto não pagares o último ceitil (Mateus, 5: 25-26).

            Quando extrairmos o véu da “letra que mata” e interpretarmos as palavras de Jesus acima, segundo “o espírito que vivifica”, como foi proposto por Paulo em 2 Coríntios, 3:6, perceberemos quanto trabalho têm os Espíritos Superiores para nos manter no caminho do bem ou para nos fazer retomar essa direção. Interagimos mentalmente com os chamados vivos e os supostos mortos, que mais facilmente nos influenciam para o bem ou para o mal, conforme sua e nossa superioridade ou inferioridade moral.
            Refletindo nessa possibilidade, Allan Kardec, em O livro dos espíritos, questão 459, pergunta o seguinte: “Os Espíritos influem em nossos pensamentos e em nossos atos?” e recebe esta resposta: “Muito mais do que imaginais, pois frequentemente são eles que vos dirigem”. De tal modo os mensageiros divinos agem, em benefício de encarnados e de desencarnados, que no último capítulo, número 28 de O evangelho segundo o espiritismo, Allan Kardec insere uma “coletânea de preces espíritas”, segundo ele “ditadas pelos Espíritos em várias circunstâncias” (preâmbulo, item 1).
            Ali há várias sugestões de preces, que, ainda no preâmbulo, o Codificador da Doutrina Espírita explica servirem mais como manifestação do pensamento que pela forma, pois o que importa é o bom sentimento refletido e emitido por cada ser. A primeira delas é a Oração Dominical, também conhecida como Pai Nosso que, “conforme os pensamentos” por nós a ela associados, dizem os Espíritos, podem suprir todas as outras. Cada frase dessa prece sublime, ensinada por Jesus, é comentada por Allan Kardec.
            Ao referir-se à última frase do Pai Nosso: “Não nos deixes entregues à tentação, mas livra-nos do mal”, o Codificador do Espiritismo, inspirado pelas Potências Celestiais, pede força para “resistir à sugestão dos Espíritos maus, que tentem desviar-nos do caminho do bem, inspirando-nos maus pensamentos”. Logo a seguir, porém, reconhece que também “[...] somos Espíritos imperfeitos, encarnados na Terra para expiar nossas faltas e melhorar-nos. A causa primeira do mal está em nós mesmos, e os Espíritos maus apenas aproveitam os nossos pendores viciosos, nos quais se entretêm para nos tentarem”.
            Esse capítulo é dividido em I – Preces gerais; II – Preces para si mesmo; III – Preces pelos outros; IV – Preces pelos que já não são da Terra; e V – Preces pelos doentes e obsidiados. Todas essas fórmulas, como foi explicado por Kardec, apenas são válidas quando associamos os nossos sentimentos e pensamentos elevados a Deus, a quem podemos pedir, louvar ou agradecer uma graça, seja em nosso benefício ou de outrem.
Ensina-nos a Doutrina que, quando oramos sinceramente por um inimigo, encarnado ou desencarnado, pelos suicidas e obsidiados, pelos Espíritos endurecidos, estamos praticando a caridade espiritual, sem que deixemos de também praticar um grande bem nas demais orações. É pela prece sincera e pelos bons pensamentos que nos defendemos do mal e praticamos o bem. Jesus recomenda-nos “vigiar e orar”, inclusive pelos nossos perseguidores e caluniadores, porque sabe que somente o amor sentido e exemplificado nos livra do mal ainda presente em nós.
Enfim, podemos dizer que, a prática do amor, seja em favor das almas encarnadas, seja em favor dos Espíritos desencarnados, é reflexo da Lei Maior de Deus, que nos permite ascender, prazerosamente, às elevadas regiões do Mundo Maior. Sobretudo, nos permite ser felizes em qualquer lugar onde estejamos, porque Deus, que é Amor, reverberará em nossos pensamentos, palavras e atos. Concluindo,

Quando há amor...



Os corações dos servos do Senhor
Foram criados pelo Amor: Eu Sou.[2]

É por amor que o Santo Céu se ufana
E os anjos tocam harpas em louvor
Do nosso Augusto e Puro Criador.

É por amor que a Terra se engalana
Com flores, lindos fogos de artifício,
E toda solidão desaparece.
No ar, o som sublime de uma prece...

Todas as gratas faces se iluminam,
O povo, alegre, vai às avenidas
E canta, dança, grita de alegria...
A noite mais escura vira dia,
Quando o amor faz luz em nossas vidas.

Havendo amor, a vida é sempre bela,
Nosso desejo de servir aumenta,
E nossa alma vibra e acalenta
A esperança, a caridade e a fé.
Em toda parte, reverbera o brilho
Da luz do amor do Pai a bem do filho.

A fé do ser humano atuante
Nunca esmorece, pois Nosso Senhor
Nos ensinou que somos semelhantes,
E o Pai tanto ama o bom como o calceta
Aos quais concede chuva abençoada,
E faz o sol brilhar na sua estrada.
Faz a lagarta e, dela, a borboleta...

Se existe amor, tudo sempre se faz,
Em prol das almas simples, pequeninas,
O bem concede-nos imensa paz.
Jesus, há muito tempo, nos ensina
Que a Terra é dos que são puros e humildes
E servem seus irmãos bondosamente
Como sinceros servos do Senhor,
O Sábio Mestre que nos ensinou:


Amai a Deus sobre todas as coisas,
E ao vosso irmão, seja esse irmão qual for...
Amai também todos os animais
E cultivai o amor aos vegetais.
Amemos, pois, a Criação Divina
Desse Bondoso e Sapiente Pai
De quem tudo procede e volta tudo.
Tenhamos devoção pelo trabalho,
E aplicação assídua nos estudos.

Deus, por Moisés, deu-nos Dez Mandamentos,
Como roteiros, no monte Sinai.
E foi Jesus quem o chamou de Pai
De todos nós, os seus filhos amados,
Criados por amor e para amar.
Mas foram tantos os desvirtuamentos,
Que Cristo os resumiu em um somente
E nos recomendou manter na mente:
— Sede perfeitos, irmãos do Senhor:
Eu Sou É Amor, amai-vos como eu sou!




Referências

KARDEC, Allan. O livro dos espíritos. Trad. Evandro Noleto Bezerra. Rio de Janeiro: FEB, 2006.
______. O céu e o inferno. Trad. Evandro Noleto Bezerra. Rio de Janeiro: FEB, 2009.
______. O evangelho segundo o espiritismo. Trad. Evandro Noleto Bezerra. 2. ed. 4. impr. Brasília: FEB, 2017.
PEREIRA, Yvonne Amaral. Memórias de um suicida. 27. ed. Brasília: FEB, 2012.
XAVIER, Francisco Cândido. Emmanuel. Pelo Espírito Emmanuel. 27. ed. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2008.
______. Palavras de luz. Pelo Espírito Emmanuel. Organização: Assessoria de Comunicação Social da Federação Espírita Brasileira. Brasília: FEB, 2014.


Publicado em Reformador, periódico mensal da Federação Espírita Brasileira em fevereiro de 2018.





[1] Denominação dada aos hansenianos na época em que a obra foi psicografada.

[2] Nota do autor: Eu sou é denominação bíblica atribuída ao nome de Deus no Antigo Testamento.

   

segunda-feira, 4 de maio de 2020


EM DIA COM O MACHADO 417:
O homem (Jó)

Jesus Cristo se compara a um traficante?

Os verdadeiros espíritas são conhecidos pela sua tolerância com adeptos de outras religiões. Por isso, apreciam todo trabalho cristão de qualidade, sendo ou não arte espírita, desde que não contrarie seus princípios doutrinários. Está lá, na Bíblia: "Examinai tudo. Retende o bem" – Paulo (1 Tessalonicenses, 5:21).
Pode até haver religião tão tolerante quanto a espírita, jamais haverá alguma mais tolerante do que ela, no tocante ao respeito, mesmo aos que não a toleram. O Espiritismo é o Cristianismo restaurado, sem sacerdócio organizado, sem dogmas, sem rituais. Sua máxima é: "Fora da caridade, não há salvação".
Na mocidade, quando morei em Salvador, ao prestar serviço militar no Exército, frequentei a Juventude Espírita Nina Arueira, coordenada pelo André Luís Peixinho, na época também jovem e já formado em medicina.
Nas manhãs de sábados, nos reuníamos em sala do Centro Espírita Caminho da Redenção, fundado pelo tribuno espírita e médium renomado Divaldo Franco e Nilson Pereira. Meia hora antes de orarmos e iniciarmos os estudos das obras espíritas de Allan Kardec e de outras obras religiosas relacionadas ao tema do dia, cantávamos, entre outras músicas gospel, as músicas de um padre nordestino, cujo nome citarei no final...
Certa ocasião, em bela noite de sono suave, sonhei que estava dentro do centro, quando alguém me disse:
— Há um jovem lá fora que quer participar conosco do estudo do Evangelho à luz do Espiritismo.
Sem titubear, respondi-lhe:
— Mande-o entrar, pois o Peixinho já disse que todo irmão será bem-vindo ao nosso grupo de aprendizes da Doutrina Espírita.
Incontinenti, o moço foi autorizado. Logo entrou, já me foi dizendo que fora enviado por Deus, pois a hora era aquela.
— A qual hora você se refere, meu irmão? E ele respondeu-me:
— À da chegada de um novo Reino...
Então, sem se referir a revolução, disse a todos ali que desejava mudar estruturas. Não portava arma na mão, mas convidou-nos a segui-lo.
Fomos com ele à rua e participamos do seu clamor sublime. Ao povo, ele dizia que o momento era de libertação. Já uma multidão o acompanhava e, assim como nós, repetia seu chamado divino.
De repente, acordei e ouvi, com lágrimas nos olhos, o padre Zezinho cantando a música intitulada O Rabi, conhecida também como: Há um homem lá fora.
Clique aqui, ouça-a, emocione-se, mas não deixe de atender ao seu chamado e também conhecer o Espiritismo, que é o Consolador prometido por ele em João, 14:15-18: https://www.letras.mus.br/padre-zezinho/1284170/   

sábado, 2 de maio de 2020




10 BEM-AVENTURADOS OS QUE SÃO MISERICORDIOSOS

Perdoem para que Deus os perdoe. Reconciliem-se com os adversários. O sacrifício mais agradável a Deus. O cisco e a trave no olho. Não julguem para não serem julgados. Quem estiver sem pecado atire a primeira pedra. Instruções dos Espíritos: Perdão das ofensas - A indulgência – É permitido repreender os outros, notar as imperfeições doutrem e divulgar o mal alheio?

10.1 Perdoem para que Deus os perdoe

Bem-aventurados os que são misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia (Mateus, 5:7).
Se vocês perdoarem aos homens as ofensas que lhes fazem, também seu Pai celestial lhes perdoará seus pecados. Mas se não perdoarem aos homens, tampouco seu Pai lhes perdoará seus pecados (Mateus, 6:14-15).
Se seu irmão pecar contra você, cobre-lhe a falta em particular, a sós com ele; se o ouvir, você terá ganhado seu irmão. Então, aproximando-se Pedro dele, perguntou: — Senhor, quantas vezes poderá pecar meu irmão
contra mim, para que eu o perdoe? Até sete vezes? Jesus respondeu-lhe: — Não lhe digo que perdoe até sete vezes, mas até setenta vezes sete vezes (Mateus, 18: 15, 21, 22).
A misericórdia é o complemento da mansuetude, pois os que não são misericordiosos também não são mansos nem pacíficos. Ela consiste no esquecimento e no perdão das ofensas. O ódio e o rancor denotam uma alma sem elevação nem grandeza. O esquecimento das ofensas é próprio da alma elevada, que paira acima dos ataques que lhe possam desferir. Uma é sempre ansiosa, de sensibilidade sombria e cheia de fel. A outra é calma, plena de mansidão e de caridade.
Infeliz daquele que diz: Eu jamais perdoarei, porque, se não for condenado pelos homens, o será certamente por Deus. Com que direito reclamaria o perdão de suas próprias faltas, se ele mesmo não perdoa as dos outros? Jesus ensina-nos que a misericórdia não deve ter limites, quando diz do perdão ao irmão, não sete vezes, mas setenta vezes sete vezes.
Mas há duas maneiras bem diferentes de perdoar: uma é grande, nobre, verdadeiramente generosa, sem segunda intenção, que evita, com delicadeza, ferir o amor-próprio e a suscetibilidade do adversário, mesmo quando a culpa foi inteiramente deste; a segunda é quando o ofendido ou aquele que assim se julga impõe ao outro condições humilhantes e lhe faz sentir o peso de um perdão que irrita, em vez de acalmar. Se estende a mão, não é por benevolência, mas por ostentação, a fim de poder dizer a todo o mundo: vejam como sou generoso! Nessas circunstâncias, é impossível que a reconciliação seja sincera de parte a parte. Não, isso não é generosidade, e sim uma maneira de satisfazer ao orgulho. Em toda disputa, aquele que se mostre o mais conciliador, que prove mais desinteresse, caridade e verdadeira grandeza de alma, conquistará sempre a simpatia das pessoas imparciais.

Tradução livre, em terceira pessoa, pelo Prof. Dr. Jorge Leite de Oliveira.

sexta-feira, 1 de maio de 2020


EMMANUEL[1]
Jorge Leite de Oliveira´

A Reencarnação do Espírito de Emmanuel | Frases espirituais 

            Em 1931, como tantas outras vezes em que sentia solidão e incompreensão de muitos, que o julgavam louco, Chico Xavier dirigiu-se ao açude de Pedro Leopoldo, onde costumava meditar e orar à sombra de árvore situada na beira da represa local. Nesse momento, lembra-nos Souto Maior (2003, p. 44), visualizou cruz luminosa que tomou a forma de um padre e passou a dialogar com ele. Era o Espírito Emmanuel.
            Segundo Wagner de Assis (Reformador, ago. 2017), diretor e roteirista do filme com temática espírita, Nosso Lar, o roteiro cinematográfico intitulado Emmanuel foi elaborado com o intuito de narrar cada uma das encarnações desse extraordinário apóstolo de Jesus dos nossos tempos. Sua atuação, do plano espiritual à Terra, renova as palavras do Mestre: “Meu Reino não é deste Mundo” (João, 18:36).
            Não temos a pretensão, neste artigo, de aprofundar informações sobre o elevado Espírito Emmanuel, guia espiritual de Chico Xavier durante cerca de 92 anos em que este esteve presente entre nós. Isso é matéria para várias obras. Daremos, somente, algumas pinceladas em algumas de suas mais conhecidas reencarnações e sua obra. Ao leitor interessado em aprofundar informações relacionadas a esse Espírito iluminado, indicamos alguns trabalhos sobre esse palpitante tema nas referências finais.
            Ao longo de seus 75 anos de mandato mediúnico, Chico e Emmanuel trabalharam juntos, incansavelmente, como verdadeiros servos de Jesus. Embora só quando o médium mineiro já completara 21 anos de idade seu guia tenha lhe proposto, de início, a produção de trinta livros com temática cristã-espírita. Após essas, mais de quatrocentas obras ainda seriam produzidas em parceria do “mineiro do século XX” com seu guia espiritual.
            Emmanuel, entretanto, já era familiar ao médium de Pedro Leopoldo e Uberaba desde os dezessete anos deste, de acordo com Souto Maior (2003, p. 32). A condição para o êxito da missão era uma só: disciplina. E essa qualidade jamais faltou a ambos. Quando Chico desencarnou, a produção de suas obras psicografadas contava com 439 títulos, segundo levantamento de Ponsardin (2010, p. 287 a 298).
            As mais conhecidas encarnações de Emmanuel iniciam-se pela do orgulhoso senador romano, Publius Lentulus Cornelius, o qual viveu no primeiro século d.C. e conheceu Jesus antes da crucificação deste, conforme consta na obra intitulada Há dois mil anos. Em continuação a essa obra, Chico Xavier psicografa o livro denominado 50 anos depois, quando Emmanuel e alguns personagens de Há dois mil anos reencarnam, no século II, para continuar suas experiências no corpo físico. Então, chamava-se Nestório e renascera em Éfeso, na Grécia, mas era judeu e fora escravizado pelos romanos.           Nestório, antes de ser escravizado, constituiu família, às margens do Mar Egeu. Era pai de Ciro e teria ouvido, na infância, as pregações de João Evangelista, com quem colaborou na evangelização da Ásia Menor. Em Roma, foi encarregado da educação das duas filhas, Helvídia e Célia, de Alba Lucínia e de Helvídio Lúcius, que o declararam homem livre.
            Tanto Nestório quanto seu filho, Ciro, se tornaram cristãos. E, por não renegarem Jesus, foram presos e martirizados no circo romano, junto com outros adeptos do Cristianismo, durante o reinado de Élio Adriano.
            Enquanto aguardavam o momento do seu sacrifício, em testemunho do Cristo, Ciro e Nestório receberam a visita de Célia, uma das filhas de Helvídio Lúcius, a qual também se convertera ao Cristianismo. Nestório, então, emocionado, diz à jovem estas palavras, que se aplicam aos novos cristãos da atualidade, os espíritas-cristãos:

— Célia, tua vinda a este cárcere representa para nós a visita de um anjo. Não te impressione a nossa condenação, que aos olhos de Deus deve ser útil e justa. Dizia a inspiração de Paulo que a morte é o nosso último inimigo. Venceremos, pois, mais esta etapa, com Jesus e por Jesus. Apesar disso, não te esqueças de que a dádiva da vida é um bem precioso que o Céu nos confia. Para a alma fervorosa, o melhor sacrifício ainda não é o da morte pelo martírio ou pelo infamante opróbrio dos homens, mas aquele que se realiza com a vida inteira, pelo trabalho e pela abnegação sincera, suportando todas as lutas na renúncia de nós mesmos, para ganhar a vida eterna de que nos falava o Senhor em suas lições divinas! (XAVIER, 1982, cap. 6, p. 137).

            Sabemos, por informação de Chico Xavier, no programa Pinga Fogo, da TV Tupi, em 1971, que Emmanuel é, também, o Espírito reencarnado em Sanfins, Entre-Douro-e-Minho, Portugal. Nesse país irmão, recebeu o nome de Manuel da Nóbrega.
            De acordo com os historiadores, Nóbrega bacharelou-se em Direito Canônico e Filosofia na universidade de Coimbra, em 1541. Três anos depois, já ordenado padre, veio para o Brasil a serviço da Companhia de Jesus. Acompanhou Tomé de Sousa à capitania de São Vicente, em 1549, e participou da primeira missão de catequese nesse ano. Em 25 de janeiro de 1554, com José de Anchieta, fundou o Colégio de São Paulo de Piratininga, que deu origem à cidade de São Paulo. Depois disso, fundou o Colégio do Rio de Janeiro, ao qual dirigiu com permanente entusiasmo e fé. Previu a própria morte para o dia 18 de outubro de 1570, no Rio de Janeiro, quando completaria 53 anos, o que de fato aconteceu, segundo informações de Elias Barbosa (1987, p. 10).
            Segundo o renomado escritor Alfredo Bosi (1987), Manuel da Nóbrega é um dos nomes “mais significativos” do século XVI, no trabalho moral e educacional. Diz esse douto professor de Literatura da USP, autor de obras de crítica literária e pedagógicas, que não somente o valor histórico do epistolário manuelino é valioso, como também sua obra intitulada Diálogo sobre a conversão do gentio, na qual seu autor destaca os aspectos mau e bom do indígena que poderiam ser explorados em sua catequese. Essa obra é considerada a primeira obra literária em prosa da Literatura Brasileira.
            No romance intitulado Renúncia, Emmanuel relata que, em 1613, esteve reencarnado na Espanha. Era padre e chamava-se Damiano. Quando o Santo Ofício foi instaurado pela Igreja, combateu o fanatismo católico. Acreditava na reencarnação e na imortalidade da alma.
            Chico Xavier (In: PONSARDIN, 2010, p. 80) confirma que a mensagem contida n'O evangelho segundo o espiritismo, intitulada O egoísmo, foi transmitida por Emmanuel, que fez parte da equipe espiritual dirigida pelo Espírito da Verdade, representante de Jesus entre nós. Dessa bela mensagem, recortamos, para nossa reflexão, o seguinte trecho, bem ao estilo do guia espiritual do médium mineiro:

O egoísmo, esta chaga da Humanidade, tem que desaparecer da Terra, porque impede o seu progresso moral. É ao Espiritismo que está reservada a tarefa de fazê-la elevar-se na hierarquia dos mundos. O egoísmo é, pois, o alvo para o qual todos os verdadeiros crentes devem apontar suas armas, sua força, sua coragem. Digo: coragem, porque é preciso mais coragem para vencer a si mesmo do que para vencer os outros. Que cada um, portanto, empregue todos os esforços a combatê-lo em si, certo de que esse monstro devorador de todas as inteligências, esse filho do orgulho é a fonte de todas as misérias terrenas. É a negação da caridade e, por conseguinte, o maior obstáculo à felicidade dos homens (EMMANUEL, apud Kardec, 2016, cap. 11, it. 11).

            Emmanuel coordenou toda a produção mediúnica de Chico Xavier, iniciada em Pedro Leopoldo e concluída em Uberaba, MG. Toda a obra lítero-doutrinária psicografada pelo médium mineiro teve a supervisão e participação desse verdadeiro apóstolo espiritual de Jesus, desde Parnaso de além-túmulo, publicado em 1917, no qual dezenas de poetas desencarnados, dos mais renomados aos menos conhecidos, transmitiram-nos seu bardo luminoso. Sob seu convite e supervisão, manifestaram-se os Espíritos Auta de Sousa, Castro Alves, Cruz e Sousa, Maria Dolores, Olavo Bilac, Antero de Quental, João de Deus, André Luiz, Humberto de Campos, Irmão Jacob (Frederico Fígner) e muitos outros, transmitindo-nos belíssimos ensinamentos, em forma de poemas, romances, contos, crônicas, relatos históricos, produções filosóficas e científicas.
            Também sob sua direção espiritual, e em nome de Jesus, centenas de cartas consoladoras foram ditadas, por Espíritos desencarnados, jovens ou idosos, a seus familiares, transmitindo-lhes esperanças e certeza de que nada se acaba com a morte do corpo. Algumas dessas cartas serviram de subsídios para inocentar acusados de crimes e tiveram repercussão mundial.
            Pela abençoada psicografia de Chico Xavier, transmitiu-nos, Emmanuel, romances históricos belíssimos, como Paulo e Estêvão; Há dois mil anos; 50 anos depois; Ave Cristo; e Renúncia. Nas páginas dessas obras, humildemente, revela-nos suas diversas experiências de Espírito imortal, que transitou da crueldade e orgulho à bondade e humildade exemplares.
            Em programas como Pinga-fogo, transmitido pela antiga TV Tupi, esteve junto de Chico, inspirando-lhe as respostas às perguntas que lhe faziam religiosos e ateus. Os mais elevados conceitos e informações foram respondidos pelo médium mineiro, junto com o respeito a todos, aliado ao espírito de humildade e fraternidade.
            Durante algum tempo, junto ao médium mineiro, Emmanuel coordenou fenômenos de materializações de Espíritos. Mas, após um período de comprovação e deslumbramento, resolveu encerrar essas atividades, pois a missão de seu protegido era na edição de livros voltados ao cumprimento da Verdade anunciada por Jesus.
            No seu monumental trabalho sobre a Boa-Nova, atendendo à promessa do Cristo de nos enviar o Consolador, Emmanuel comentou, pelo lápis de Chico Xavier, como jamais se fizera antes, cada versículo dos evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João, além dos Atos dos apóstolos. A Federação Espírita Brasileira publicou, sob a coordenação de Saulo César Ribeiro da Silva, cinco volumes com o registro de todas essas mensagens.
            O volume nº 1 refere-se ao Evangelho segundo Mateus; o volume nº 2 trata sobre o Evangelho consoante Marcos; o terceiro volume relaciona os textos baseados em Lucas;  o quarto livro comenta as mensagens com fulcro em João; e o quinto, aborda os Atos dos apóstolos. Cada versículo da Boa-Nova é comentado pelo guia de Chico Xavier com uma beleza transcendental e com a autoridade moral desse elevado emissário do Cristo.
            Apenas nessas obras, contam-se centenas de mensagens. Cada uma delas relacionada a um versículo do Novo Testamento: 174 em Mateus; 76 em Marcos; 142 em Lucas; 129 em João; 43 em Atos dos apóstolos; e nada menos que 691 versículos dos Atos dos apóstolos relacionados à monumental obra Paulo e Estêvão, ditada a Chico Xavier por Emmanuel. Essa última, verdadeira obra-prima sobre os relacionamentos de Paulo, o “Apóstolo dos gentios”, com Estêvão, com Jesus e seus discípulos, além dos gentios convertidos de Roma, Corinto, Galácia, Éfeso etc.
            Na mensagem intitulada Ao sol da verdade, esclarece-nos Emmanuel, em seu comentário ao contido em João, 16:13 “Quando, porém, aquele vier — o Espírito de Verdade — vos guiará em toda a Verdade”:

De que maneira vencerá o Espiritismo os obstáculos que se lhe agigantam à frente? Há companheiros que indagam: “Devemos disputar saliência política ou dominar a fortuna terrestre?” Enquanto isso, outros enfatizam a ilusória necessidade da guerra verbal a greis ou pessoas.
Dentro do assunto, no entanto, transcrevemos a questão nº 799, de O livro dos espíritos. Prudente e claro, Kardec formulou, aos orientadores espirituais de sua obra, a seguinte interrogação: “De que maneira pode o Espiritismo contribuir para o progresso?” E, na lógica de sempre, eis que eles responderam:
“Destruindo o materialismo, que é uma das chagas da sociedade, ele faz que os homens compreendam onde se encontram seus verdadeiros interesses. Deixando a vida futura de estar velada pela dúvida, o homem perceberá melhor que, por meio do presente, lhe é dado preparar o futuro. Abolindo os prejuízos de seitas, castas e cores, ensina aos homens a grande solidariedade que os há de unir como irmãos” (XAVIER, 2015b, p. 269).

Em seguida, traça-nos o Roteiro Divino, o iluminado guia, não somente do Chico, mas de todos nós, esse verdadeiro apóstolo do Cristo, que renunciou às bem-aventuranças celestes para, ao longo de quase um século, trazer-nos suas mensagens espirituais. Com base nas citadas centenas de versículos da Boa-Nova, sua palavra sábia orienta-nos, com segurança, sobre que fazer a fim de vencermos as trevas da ignorância com a Luz Divina:

Não nos iludamos, com respeito às nossas tarefas. Somos todos chamados pela Bênção do Cristo a fazer luz no mundo das consciências — a começar de nós mesmos — dissipando as trevas do materialismo ao clarão da Verdade, não pelo espírito da força, mas pela força do espírito, a expressar-se em serviço, fraternidade, entendimento e educação (XAVIER, 2015b, loc. cit.).

                Emmanuel, como Espírito iluminado a serviço do Cristo, há quase dois mil anos, quer esteja reencarnado ou no Mundo Espiritual, continua dando-nos o seu testemunho de amor. Ele é o apóstolo  incondicional de Jesus, em nossos dias, é o distribuidor dos “cartazes do Reino” a nós, seus irmãos ainda distantes do entendimento da verdadeira finalidade da vida: servir ao Cristo, com humildade, devotamento e abnegação, para vir a ser, com Ele, irmãos que se amam e filhos da Luz!


REFERÊNCIAS

BARBOSA, Elias. In: XAVIER, Francisco Cândido. Organização e notas: GENTILE, Salvador; ARANTES, Hércio Marcos Cintra. Entrevistas: Francisco Cândido Xavier/Emmanuel. Araras, SP: 1987.
BOSI, Alfredo. História concisa da literatura brasileira. 3. ed. São Paulo: Cultrix, 1987.
COSTA, Keilla Renata. Manuel da Nóbrega. In: Brasil Escola. Disponível em . Acesso em 11 de agosto de 2017.
CPI Brasil. As Sucessivas vidas de Emmanuel. Disponível em:
KARDEC, Allan. O evangelho segundo o espiritismo. Tradução de Evandro Noleto Bezerra. 2. ed. Brasília: FEB, 2016.
PONSARDIN, Mickaël. Chico Xavier, o homem e o médium. Tradução de Evandro Noleto. Brasília: Conselho Espírita Internacional, 2010.
REFORMADOR. Entrevista: Wagner de Assis – Novos filmes espíritas nas telas do cinema. ano 135, n. 2.261, p. 20(466)-23(469), ago. 2017.
SOUTO MAIOR, Marcel. As vidas de Chico Xavier. 2. ed. São Paulo: Planeta, 2003.
TODA MATÉRIA. História. Manuel da Nóbrega. Disponível em: . Acesso em 11 de agosto de 2017.
XAVIER, Francisco Cândido. Há dois mil anos. Pelo Espírito Emmanuel. 49. ed. Brasília: FEB, 2015a.
­­­______. 50 anos depois. Pelo Espírito Emmanuel. 14. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1982.
______. O evangelho por Emmanuel: comentários ao evangelho segundo Mateus. Coordenação de Saulo César Ribeiro da Silva. Brasília: FEB, 2014a.
______. O evangelho por Emmanuel: comentários ao evangelho segundo Marcos. Coordenação de Saulo César Ribeiro da Silva. Brasília: FEB, 2014b.
______. O evangelho por Emmanuel: comentários ao evangelho segundo Lucas. Coordenação de Saulo César Ribeiro da Silva. Brasília: FEB, 2016.
______. O evangelho por Emmanuel: comentários ao evangelho segundo João.  Coordenação de Saulo César Ribeiro da Silva. Brasília: FEB, 2015b.
______. O evangelho por Emmanuel: comentários aos atos dos apóstolos. Coordenação de Saulo César Ribeiro da Silva: FEB, 2016. 

Publicado em Reformador, periódico mensal da Federação Espírita Brasileira, em nov. 2017. Atualizado em 30 abr. 2020.



[1] A tradução do nome Emmanuel, em latim, é “Deus conosco”.

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