sábado, 13 de novembro de 2021
Jorge, o sonhador: EMDIA COM O MACHADO 496:ACASA ESPÍRITA FECHADA É ...
quinta-feira, 11 de novembro de 2021
Ainda sobre o tema desprendimento dos bens terrenos, o elevado Espírito Luís, em Paris, 1860, trouxe-nos novos esclarecimentos à pergunta abaixo sobre o direito de herança.
O princípio segundo o qual o homem é apenas o depositário da fortuna que Deus lhe permite desfrutar, durante sua vida, tira-lhe o direito de transmiti-la a seus descendentes?
O homem pode perfeitamente transmitir, por sua morte, o que ele desfrutou durante a vida, porque o efeito desse direito está sempre subordinado à vontade de Deus, que pode, quando quiser, impedir os descendentes de usufruí-lo. É assim que vemos desmoronar as fortunas que parecem solidamente estabelecidas. A vontade do homem de conservar sua fortuna com seus descendentes, é portanto impotente, o que não lhe tira o direito de transmitir o empréstimo recebido, uma vez que Deus o retirará quando julgar conveniente.
Tradução livre de Jorge Leite de Oliveira
http://lattes.cnpq.br/0494890808150275
terça-feira, 9 de novembro de 2021
EM
DIA COM O MACHADO 496:
A
CASA ESPÍRITA FECHADA É UM HOSPITAL VAZIO (Jó)
Bom dia, leitores amigos!
Outro dia, ao sair
de consulta médica de rotina numa clínica em Brasília, encontrei, na sala de
espera, um casal amigo que me reconheceu, embora todos estivéssemos de máscara,
e disse que sente muita saudade das reuniões públicas presenciais na Federação
Espírita Brasileira (FEB), em Brasília. Senti-lhes a vibração fraterna, mas
também a tristeza por ver fechada a Casa de Ismael, cujo lema, estampado na
fachada de sua entrada é: "Deus, Cristo e caridade".
Agradeci-lhes o
cumprimento e reconhecimento amigo e informei-lhes que, brevemente, as portas
da FEB serão reabertas e poderemos ver-nos sem máscara. Os abraços, por
enquanto, só em espírito. As palestras, estudos e reuniões mediúnicas, só on-line,
e os passes, só a distância.
Hoje, entretanto, 5
nov. 2021, reiniciou on-line a reunião anual do Conselho Federativo
Nacional (CFN), que, desde o ano passado vem sendo realizada pela plataforma
virtual. E enquanto eu trabalho num dos quartos do nosso apartamento, Lourdes,
minha esposa amada, participa da reunião, como responsável pelo Departamento de
Assistência Social de nossa querida casa.
Ao saber que Raul Teixeira iria falar, sabedora que é de minha amizade a ele desde a juventude, Lourdes fechou a imagem e o som para que eu, discretamente, ouvisse nosso irmão espírita. A isso, fico-lhe imensamente grato, graças ao carinho que sempre tive por Raul. E o que ele disse me fez lembrar o encontro que tive durante a semana com o casal espírita: "O centro espírita fechado é um hospital sem doentes, é um templo vazio."
Minha memória já não
é tão boa, mas em essência foram essas as suas palavras, que abono. É muito bom
assistir a palestras espíritas on-line, que pipocam Brasil afora e até
no exterior. No meu entendimento, elas vieram para ficar, pois auxiliam a
difusão da terceira revelação divina judaico-cristã por todo o mundo.
Entretanto, é face a face, tête-à-tête, por vezes, que podemos ser
esclarecidos, esclarecer, ser consolados e consolar...
Presencialmente,
podemos esclarecer as dúvidas de quem chega, pela primeira vez, à casa
espírita, o que nem sempre é possível ao palestrante on-line.
Presencialmente, o passe é potencializado, pela transmissão instantânea dos
fluidos energéticos e espirituais. Presencialmente, podemos avaliar melhor os
irmãos e irmãs em condições de colaborar com a casa espírita em seus diversos
setores. Presencialmente, os estudos das obras da Codificação de Allan Kardec
são mais produtivos, por possibilitar a participação de todos sem as restrições
dos trabalhos on-line...
Então, meus
queridos leitores, sem qualquer desprezo ou encerramento das palestras on-line,
que muito contribuem na expansão do conhecimento cristão-espírita, roguemos a
Deus que inspire as direções das casas espíritas para que procedam, com todos
os cuidados higiênicos, à reabertura de suas portas ao público. Pois este está
sedento de esclarecimentos e do contato pessoal com nossos irmãos dedicados ao
aprendizado e prática em comum dos conhecimentos desta filosofia, ciência e fé
do Infinito.
sábado, 6 de novembro de 2021
Cantinho da poesia
Marília Sofrência
Mendonça
fosse chorar pela morte
de alguém que eu não conhecia.
De repente, inopinadamente,
eis que um avião caiu
com cinco pessoas dentro.
Uma delas era cantora,
e as demais, seus amigos.
seu canto em alguma rádio
sem saber que se tratava
de um fenômeno raro...
Logo eu, que amo cantar
e ouvir tantos cantores,
urbanos ou sertanejos,
fiquei fulo nesse pejo...
tantas cantoras canoras,
tantos cravos, tantas rosas,
emito triste suspiro
A u'a mulher que compôs
tantas letras musicais
pra cantores e cantoras
e cedo nos deixa sós
ao som de suas mensagens.
da cantiga feminil,
uma musa empoderada
genial desde menina...
Um dia, seu professor,
na impaciência da hora,
perguntou-lhe, de inopino,
o que desejava ser.
pra logo lhe responder
que almejava ser cantora,
mas não cantora qualquer.
E nisso ele não quis crer.
foi por todo o mundo vista
em live de três milhões,
numa estupenda conquista...
recebeu, com muito encanto,
a homenagem do canto
e o encanto de Marília.
tarde, noite e todo um dia
como justa homenagem
à despedida de Marília.
eu também sofro, Sofrência.
Despreze-me, não mereço
desfrutar de sua presença,
pois aprendi com você
a dar valor à mulher
que, mesmo com pandemia,
não deixou de florescer
em todo lugar que ia.
por poucos gatos pingados,
este sofrido escritor,
nem por paixão ou sofrência,
jamais foi um bom cantor...
enquanto choro na Terra,
canta e dança no Céu,
Canta! Marília Mendonça!
sexta-feira, 5 de novembro de 2021
Cantinho da Poesia
Dia da Cultura
Por: Jorge Leite de Oliveira (Jó)
e se tornou imortal
a Fernanda Montenegro,
uma atriz fenomenal.
É tudo o que um povo faz
e aquilo que ele prega:
desde um quadro a um bom torresmo...
e também comportamento.
É conservação da língua
e amor ao conhecimento.
e o que nós também fazemos,
tanto num brilho de ateu,
como na luz dos que cremos.
é ciência, é teoria,
é o cultivo de hortaliças,
é crença e sabedoria.
e alguns saberes humanos
um dia não passarão
de tolos, pueris enganos.
a cultura de ninguém,
pois todo saber reside
em se visar sempre o bem.
de toda e qualquer criatura,
o amor é sua expansão.
Então, um viva à cultura!
quinta-feira, 4 de novembro de 2021
16.8.6 Desprendimento dos bens terrenos
Lacordaire
Constantine, Argélia, 1863
Venho, meus irmãos, meus amigos,
trazer-lhes meu óbolo, para ajudá-los a marchar corajosamente na vida de
aperfeiçoamento em que entraram. Somos devedores uns dos outros. É somente por
uma união sincera e fraternal entre Espíritos e encarnados que a regeneração
será possível.
Seu amor aos bens terrenos é um dos mais
fortes entraves ao seu adiantamento moral e espiritual. Devido a esse apego às
posses, vocês destroem suas faculdades de amar, voltando-as inteiramente às
coisas materiais. Sejam sinceros: a riqueza proporciona uma felicidade sem
mistura? Quando seus cofres estão cheios, não há sempre um vazio em seus
corações? No fundo dessa cesta de flores, não há sempre um réptil escondido?
Compreendo que um homem que conquistou uma
fortuna, por um trabalho assíduo e honrado, experimente por isso uma satisfação
muito justa. Mas dessa satisfação, muito natural e que Deus aprova, a um apego
que absorve todos os outros sentimentos e paralisa os impulsos do coração, há
uma distância, tão grande quanto a que separa a sórdida avareza à prodigalidade
exagerada, dois vícios entre os quais Deus colocou a caridade, santa e salutar
virtude, que ensina o rico a dar sem ostentação, para que o pobre receba sem
humilhação.
Que a fortuna provenha de sua família, ou
que a tenham ganho pelo seu trabalho, há uma coisa que vocês jamais devem
esquecer: é que tudo vem de Deus, tudo retorna a Deus. Nada lhes pertence na
Terra, nem sequer seu pobre corpo: a morte os despoja dele, como de todos os
bens materiais. Vocês são depositários e não proprietários. Não se enganem
sobre isso. Deus lhes emprestou e vocês terão que lhe restituir, mas ele lhes
empresta sob a condição de que, pelo menos o supérfluo, reverta para aqueles
que não possuem o necessário.
Um dos seus amigos lhes empresta uma soma.
Por menos honesto que vocês sejam, terão o escrúpulo de pagá-la, e lhe ficarão
agradecidos. Pois bem: eis a posição de todo homem rico! Deus é o amigo celeste
que lhes emprestou a riqueza, ele não pede para si mais do que o amor e o
reconhecimento, mas exige, por sua vez, que o rico dê aos pobres, que são
também seus filhos, tanto quanto o rico.
O bem que Deus lhes confiou excita em seus
corações uma ardente e desvairada cobiça. Vocês já refletiram, quando se apegam
loucamente a uma fortuna perecível, e tão passageira como vocês mesmos, que um
dia terão de prestar contas ao Senhor daquilo que veio dele? Esquecem que, pela
riqueza, foram investidos na sagrada condição de ministros da caridade na
Terra, para serem seus dispensadores inteligentes? Que serão, pois, quando usam
somente em seu proveito o que lhes foi confiado, senão depositários infiéis?
Que resulta desse esquecimento voluntário dos seus deveres? A morte inflexível,
inexorável, virá rasgar o véu sob o qual se escondem, forçando-os a prestar
contas ao amigo que os favoreceu, e que nesse momento se reveste para vocês da
toga de juiz.
É em vão que na Terra vocês procurem
iludir-se, colorindo com o nome de virtude o que muitas vezes nada mais é que
egoísmo. Que chamem economia e previdência aquilo que é simples cupidez e
avareza, ou generosidade o que não passa de prodigalidade em seu proveito. Um
pai de família, por exemplo, abstendo-se de fazer a caridade, economizará,
amontoará ouro sobre ouro, e tudo isso, diz ele, para deixar a seus filhos o
máximo de bens possível, evitando-lhes a queda na miséria. É bastante justo e
bem paternal, convenhamos, e não se pode censurá-lo. Mas será sempre esse o
único objetivo que o guia? Não é antes, e o mais das vezes, uma desculpa para a
própria consciência, a fim de justificar a seus próprios olhos e aos olhos do
mundo seu apego pessoal aos bens terrenos? Entretanto, admito que o amor
paterno seja o seu único móvel. Será esse um motivo para fazê-lo esquecer dos
seus irmãos perante Deus? Quando esse pai mesmo já vive no supérfluo, deixará
os seus filhos na miséria por legar-lhes um pouco menos desse supérfluo? Não
lhes estará dando uma lição de egoísmo, e lhes endurecendo os corações? Não
será sufocar neles o amor do próximo?
Pais e mães, vocês estão num grande erro,
se acreditam que com isso aumentam o afeto de seus filhos por vocês. Ensinando-os
a ser egoístas para com os outros, ensinam-lhes a ser egoístas para com vocês
mesmos.
Quando um homem trabalhou bastante, e com
o suor do seu rosto acumulou bens, costuma-se dizer que a dinheiro ganho melhor
se reconhece o valor: nada é mais verdadeiro. Pois bem: que esse homem,
confessando conhecer todo o valor do dinheiro, faça a caridade segundo as suas
posses, e terá mais mérito do que outro que, nascido na abundância, ignora as
rudes fadigas do trabalho. Mas ao contrário, se esse homem que recorda suas
penas, seus esforços, se fizer egoísta, duro para com os pobres, será muito
mais culpado que o outro. Porque, quanto mais se conhece por si mesmo as dores
ocultas da miséria, maior será o dever de aliviá-la nos outros.
Infelizmente sempre há no homem que possui
fortuna um sentimento tão forte quanto o
apego a ela: é o orgulho. Não é raro ver-se o novo rico atordoar o infeliz que
lhe implora assistência, com a narrativa de seus trabalhos e de suas
habilidades, em vez de ajudá-lo, e terminar por dizer-lhe: "Faça como eu
fiz!" Segundo ele, a bondade de Deus não influiu em nada na sua
fortuna; a ele somente cabe todo o mérito. Seu orgulho põe-lhe uma venda nos
olhos e tapa seus ouvidos. Não compreende que, com toda a sua inteligência e
sua capacidade, Deus pode derrubá-lo com uma só palavra.
Desperdiçar a riqueza não é desapegar-se
dos bens terrenos, é descaso e indiferença. O homem, depositário desses bens,
não tem o direito de dilapidá-los ou confiscá-los em seu proveito. A
prodigalidade não é generosidade, é muitas vezes uma forma de egoísmo. Aquele
que joga ouro a mancheias na satisfação de uma fantasia não dará um centavo
para prestar um serviço. O desapego dos bens terrenos consiste em considerar a
fortuna no seu justo valor, em saber servir-se dela em benefício dos outros e
não para si somente, em não sacrificar por ela os interesses da vida futura, em
perdê-la sem murmurar, se aprouver a Deus retirá-la. Se, por revezes
imprevistos, vocês se tornarem como Jó, digam como ele: "Senhor, você me
deu, você me tira; que a sua vontade seja feita." Eis o verdadeiro
desprendimento.
Sejam submissos desde logo, tendo fé
naquele que, assim como lhes deu e tirou, pode devolver-lhes. Resistam
corajosamente ao abatimento, ao desespero, que paralisaria suas forças. Nunca
se esqueçam, quando Deus lhes desferir um golpe, que ao lado da maior prova ele
coloca sempre uma consolação. Mas pensem, sobretudo, que há bens infinitamente
mais preciosos que os da Terra, e esse pensamento os ajudará a desprender-se
desses últimos. O pouco apreço que damos a uma coisa, torna-nos menos sensíveis
à sua perda. O homem que se apega aos bens terrenos é como a criança que só vê
o momento presente; o que se desprende é como o adulto, que conhece coisas mais
importantes, porque compreende estas palavras proféticas do Salvador: "Meu
reino não é deste mundo".
O Senhor não ordena que atiremos fora o
que possuímos, para nos tornarmos mendigos voluntários, porque então nos
transformaríamos numa carga para a sociedade. Agir assim seria compreender mal
os desprendimentos dos bens terrenos. É um egoísmo de outro gênero, porque
equivale a fugir à responsabilidade que a fortuna faz pesar sobre aquele que a
possua. Deus a dá a quem lhe parece bom para administrá-la em proveito de
todos. O rico tem, portanto, uma missão, que pode tornar bela e proveitosa para
si mesmo. Rejeitar a fortuna, quando Deus
lha dá, é renunciar aos benefícios do bem que se pode fazer, ao
administrá-la com sabedoria. Saber passar sem ela, quando não a temos; saber
empregá-la utilmente, quando a recebemos; saber sacrificá-la, quando necessário
é agir segundo os desígnios do Senhor. Que diga, portanto, aquele que recebe o
que o mundo chama uma boa fortuna: "Meu Deus, você enviou-me um novo
encargo; dê-me a força de o desempenhar segundo a sua vontade!"
Eis aí, meus amigos, o que eu queria
ensinar-lhes, a respeito do desprendimento dos bens terrenos. Resumirei
dizendo: saibam contentar-se com pouco. Se são pobres, não invejem os ricos,
porque a fortuna não é necessária à felicidade. Se são ricos, não esqueçam de
que os seus bens lhes foram confiados, e que vocês devem justificar seu
emprego, como numa prestação de contas de tutela. Não sejam depositários
infiéis, fazendo-os servir à satisfação de seu orgulho e de sua sensualidade.
Não se julguem no direito de dispor deles unicamente para vocês, pois não os
receberam como doação, mas como empréstimo. Se não sabem restituir, não têm o
direito de pedir. E lembrem-se de que aquele que dá aos pobres salda a dívida
contraída para com Deus.
Tradução livre de Jorge Leite de Oliveira
http://lattes.cnpq.br/0494890808150275
segunda-feira, 1 de novembro de 2021
EM DIA COM O MACHADO 495:
Nova entrevista com Kardec e Di... (Jó)
Salve, leitores amigos,
Lembram-se de que em minha primeira entrevista com Allan Kardec sobre a
origem do Espiritismo ele prometeu-me novo encontro, com a permissão de Jesus?
Pois bem, tive a felicidade de reencontrá-lo à porta do café da rua Saint-Anne,
em Paris, quando para ali fui transposto em novo devaneio espiritual.
Após nos cumprimentarmos, alegremente, sentamo-nos à mesa e, enquanto o garçom
nos servia novo cafezinho, reiniciei a entrevista.
— Irmão Allan, os Espíritos sempre se manifestam quando o médium deseja
sua presença?
— Isso não é possível, a não ser que nós o queiramos e tenhamos
permissão... "Não se podendo provocar os fatos, é preciso esperar que eles
se apresentem por si mesmos; muitas vezes esses fatos ocorrem por efeito de circunstâncias
em que menos se pensa."
— É verdade. Em meus modestos estudos de algumas décadas, tenho
percebido que fatos incríveis têm ocorrido em minha vida, mas por vezes eles
levam anos para se manifestar.
— É desse jeito mesmo, Jó, que Deus nos permite interagir com os
chamados "vivos", embora a vida plena se manifeste é aqui, onde já me
encontro desde 31 de março de 1869. "Para o observador atento e paciente
[como você], os fatos são abundantes, porque ele descobre milhares de matizes
característicos que, para ele, são raios de luz."
— Por que ocorrem tantas contradições nas mensagens, agora que os
Espíritos se encontram no plano espiritual?
— Irmão Jó, assim como se dá no mundo físico, "sendo os Espíritos
muito diferentes uns dos outros, do ponto de vista dos conhecimentos e da
moralidade, é evidente que a mesma questão pode ser resolvida em sentidos
opostos [...]". Se você fizer a mesma pergunta a um sábio e a um ignorante,
é lógico que as respostas não serão do mesmo nível. "O ponto essencial, já
o dissemos, é saber a quem nos dirigimos."
— E por que, então, por vezes, as respostas de Espíritos considerados
superiores divergem?
— Jó, assim como ocorre com os encarnados, mesmo entre os Espíritos
superiores, o conhecimento varia, mas isso acontece mais na forma do que no conteúdo das mensagens.
Diversas causas podem influenciar nessas diferenças, independente do caráter do
Espírito comunicante: a natureza da pergunta, a capacidade de filtro mediúnico
do médium e das pessoas que registram suas comunicações etc. "É por isso
que dizemos que esses estudos requerem atenção demorada, observação profunda e,
sobretudo, como o exigem todas as ciências humanas, continuidade e perseverança".
Não se pode adquirir a ciência do infinito em poucos anos...
— É verdade, Kardec, lembro-me de que você disse que, quando desejam, os
Espíritos podem reproduzir fielmente a caligrafia que tinham em vida física,
além de se mostrarem e revelarem fatos que deixam estarrecidos os mais céticos.
Pelas informações que li, isso ocorreu com um sábio que se divertia ridicularizando
o Espiritismo, quando o Espírito de sua mãe manifestou-se claramente a ele e,
após beijá-lo, disse-lhe estas palavras carinhosas:
"Cesare, fio mio".
— Certo, após a materialização do Espírito materno, César Lombroso (Cesare
em italiano) retratou-se de tudo o que assacara contra o Espiritismo. E ainda
fez mais, escreveu a obra Hipnotismo e Mediunidade, na qual narra o
fato. Esse fenômeno reproduziu-se várias vezes, sob a mais rigorosa observação.
A médium de materialização chamava-se Eusápia Paladino. Lombroso explica que
havia pequena diferença formal entre o que o Espírito materno, materializado
por Eusápia, lhe disse e o que a mãe dele dizia, em vida física, quando ela
costumava chamá-lo um pouco diferente: "Cesare, mio fiol". Mas que
importa a forma, se o fundo do pensamento é o que interessa para os Espíritos,
como eu já informei na introdução d'O Livro dos Espíritos? (it. 13).
Em virtude do adiantado da hora, despedi-me de Kardec, que prometeu
retornar oportunamente, com a permissão do Espírito de Verdade, representante
do Cristo, para a continuação de nossa entrevista.
Passo agora a relatar aos leitores amigos o sonho que tive na última
noite (31 de outubro), com Divaldo Franco (Di).
Ele estava sentado em frente a uma mesa e respondia perguntas de
diversas pessoas, entre as quais estava eu. Em dado momento, Di levantou-se,
pegou um livro que já fora revisado por mim e que ele psicografara e passou a
caminhar comigo, folheando a obra. Rapidamente, o que nem era preciso, pois ele
já sabia disso, expliquei-lhe sobre minha atividade de revisor voluntário de
algumas obras publicadas pela Federação Espírita Brasileira (FEB).
Foi então que Di perguntou-me se eu iria revisar a próxima edição daquele
livro psicografado por ele.
Emocionado, peguei a obra e vi que o excelente trabalho precisava apenas
de alguns ajustes formais e na diagramação dos textos. Coisa de copidesque...
Di agradeceu-me pelo trabalho e, após abraçar-me, despediu-se de mim com
um beijo na face.
Então, meus amigos, o conhecimento das verdades do Espírito não é uma
bênção em nossas vidas? Só é preciso discernimento, observação, estudo e,
sobretudo, prática do bem, nos limites de nossas forças. De resto, é só
felicidade e liberdade com responsabilidade.
Até breve, Kardec, Di e leitores amigos!
∞
Aviso: Entrevista fictícia, baseada nos itens 12 e 13 da introdução d'O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec e Hipnotismo e Mediunidade, de César Lombroso, edições FEB. Sonho real.
Rumo à perfeição Em nossa luta contra o mal em nós, O mal que não queremos sobreleva Por nossa imersão em densa treva Desde o tempo de n...
-
Poesia todo dia ( Irmão Jó) 2 - Dia Mundial do Introvertido Sigo calado meu longo caminho cruzado por pedestres apressados, mas sig...
-
Estudo d'O Livro dos Espíritos com Jorge e Lourdes Questão 94 — De onde tira o Espírito seu envoltório semimaterial? — Do fluido unive...



