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segunda-feira, 12 de outubro de 2020

 

EM DIA COM O MACHADO 440:

Quem é Jesus e onde encontrá-lo? (Jó)


 

            Quando as autoridades farisaicas tomaram conhecimento da chegada de Jesus à cidade de Jerusalém, vendo-o acompanhado de grande multidão, foram ao seu encontro. Queriam dispersar o povo, que aclamava o Salvador, e lhe indagaram: — Quem é este homem?

            Cheios de inspiração superior, os discípulos do Mestre responderam-lhes: — Este é o que já existia antes de Adão e presidiu a criação da Terra, por concessão de Deus.

           E após os discípulos citarem os profetas Abraão, Jacó, Isaías etc., como anunciadores da vinda do Messias, João Batista aproxima-se dos doutores da lei para lhes confirmar: — Este homem é o Cordeiro de Deus, que tira os pecados do mundo.

            Do alto, ouve-se voz sublime dizer: — Este é o meu Filho Amado, em quem me comprazo. Escutai-o.

            Então, Jesus, dirigindo-se à montanha mais próxima, sentar-se-ia, ladeado por seus apóstolos. E sua voz sublime entoaria o sermão inesquecível: — Bem-aventurados os simples, pois deles é o reino dos céus; bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados; bem-aventurados os mansos, pois eles herdarão a Terra....

            E quando  Jesus terminasse seu discurso, após prometer o reino dos céus aos que sofrem perseguição por causa da justiça e são injuriados, perseguidos e caluniados, por causa do seu nome, seus apóstolos e discípulos, do meio da multidão, perceberiam que o Cristo se referia a todos aqueles que renegassem as glórias mundanas e se esforçassem em seguir seus ensinamentos. Esses sempre seriam incompreendidos na existência física, mas receberiam a recompensa da fidelidade ao Senhor no mundo espiritual.

            Então, os fiéis seguidores de Jesus, ali reunidos, fariam coro à resposta de Pedro: — Este homem é o Cristo, o filho do Deus vivo!

            E Jesus, em síntese ao que o Evangelho de Mateus publicará, diria à multidão: — Bem-aventurados sois, meus irmãos, porque não foram o sangue e a carne quem vos revelou isso, mas sim meu Pai e vosso Pai, que está nos céus. Em seguida, completaria: — "Vinde a mim, todos vós que vos encontrais aflitos e sobrecarregados, que eu vos aliviarei..."

            Podemos encontrá-lo na criança faminta que nos agradece o pão doado com amor; achamo-lo nos desgraçados, que nos rogam uma palavra de esperança e auxílio; encontramos o Cristo nas visitas e orações que fazemos pelos enfermos... Em cada ação no bem realizada por nós em benefício do próximo, ali está Jesus a nos repetir estas palavras: — Amai, trabalhai, servi, perdoai e orai!

            Deus é Amor, e Jesus é seu modelo para nos guiar. Então, assim como Deus, o Cristo está dentro de nós. É em nossa consciência que Eles se aquartelam. Cabe-nos seguir sua inspiração, pois embora Eles não nos abandonem, também não podemos, como os maus soldados, desertar...

sábado, 10 de outubro de 2020

 


12.2 Se alguém o ferir na face direita, apresente-lhe a outra

 

Vocês têm ouvido o que se disse: Olho por olho e dente por dente. Eu, porém, digo-lhes que não resistam ao mal que lhes queiram fazer; mas se alguém  bater em sua face direita, ofereçam-lhe também a outra; e ao que quiser pleitear contra vocês, para tirar-lhes a túnica, larguem-lhe também a capa: e se alguém os obrigar a caminhar mil passos com ele, vão com ele ainda mais dois mil. Deem a quem lhes pedir e não  rejeitem os que desejam que lhes emprestem (Mateus, 5:38-42). 

Os preconceitos do mundo, a respeito daquilo que se convencionou chamar ponto de honra, produzem essa suscetibilidade sombria, nascida do orgulho e da exaltação da personalidade, que leva o homem a geralmente retribuir injúria por injúria, lesão por lesão, o que parece justo para aqueles cujo senso moral não se eleva acima das paixões terrenas. É por isso que a lei mosaica previa: Olho por olho e dente por dente, lei em harmonia com o tempo em que Moisés vivia.

Veio o Cristo e disse: "Não resistam ao mal que lhes queiram fazer. Se alguém os ferir numa face, ofereçam-lhe também a outra". Ao orgulhoso, essa máxima parece uma covardia, porque ele não compreende que há mais coragem em suportar um insulto, que em se vingar, sempre devido a sua visão ser incapaz de ir além do presente.

Devemos, entretanto, tomar essa máxima ao pé da letra? Não, da mesma maneira que aquela que manda arrancar o olho, se ele for causa de escândalo. Levada às últimas consequências, ela condenaria toda repressão, mesmo legal, e deixaria o campo livre aos maus, que nada teriam a temer. Não se pondo freio às suas agressões, bem logo todos os bons seriam suas vítimas. O próprio instinto de conservação, que é uma lei da natureza, nos diz que não devemos entregar de boa vontade o pescoço ao assassino.

Por essas palavras, Jesus não proibiu toda a defesa, mas condenou a vingança. Dizendo-nos para oferecer uma face quando formos batidos na outra, disse, por outras palavras, que não devemos retribuir o mal com o mal; que o homem deve aceitar com humildade tudo o que tende a abater-lhe o orgulho; que é mais glorioso para ele ser ferido que ferir; suportar pacientemente uma injustiça que cometê-la; que mais vale ser enganado que enganar, ser arruinado que arruinar os outros.

Isso, ao mesmo tempo, é a condenação do duelo, que não passa de uma manifestação do orgulho. A fé na vida futura e na Justiça de Deus, que jamais deixa o mal impune, é a única que nos pode dar a força de suportar, pacientemente, os atentados aos nossos interesses e ao nosso amor-próprio. Eis porque lhes dizemos incessantemente: Lancem seus olhos adiante; quanto mais os elevarem, pelo pensamento, acima da vida material, menos serão feridos pelas coisas da Terra.

Tradução livre: prof. dr. Jorge Leite de Oliveira


quinta-feira, 8 de outubro de 2020

Jorge, o sonhador: DALEOWEN E OS FATOS MEDIÚNICOS: umclássico espíri...

Jorge, o sonhador: DALEOWEN E OS FATOS MEDIÚNICOS: umclássico espíri...: DALE OWEN E OS FATOS MEDIÚNICOS:  um clássico espírita-cristão Jorge Leite de Oliveira   Os Espíritos do Senhor, que são as virtudes d...


DALE OWEN E OS FATOS MEDIÚNICOS: 

um clássico espírita-cristão

Jorge Leite de Oliveira



 

Os Espíritos do Senhor, que são as virtudes dos Céus, qual imenso exército que se movimenta ao receber as ordens do seu comando, espalham-se por toda a superfície da Terra e, semelhantes a estrelas cadentes, vêm iluminar os caminhos e abrir os olhos aos cegos – O Espírito de Verdade (In: KARDEC, 2017, prefácio).

 

            Não são poucos os pesquisadores que, desde o século XIX, vêm observando os fenômenos espíritas, e realizando experiências que confirmam sua realidade, conforme método de pesquisa proposto por Allan Kardec. Um desses notáveis teóricos, que dedicou sua vida a esse elevado trabalho, foi Robert Dale Owen. Em sua obra Região em Litígio, Owen relata-nos inúmeros fatos citados por pessoas idôneas ou observados pessoalmente por ele: comunicações mediúnicas obtidas por meio de pancadas (tiptologia), elevação sem contato de mesas de diversos tamanhos; movimentos de objetos pesados por Espíritos; escrita mediúnica direta; manifestações espontâneas de Espíritos; e dons espirituais.

            Em Nova Iorque, o autor observou fenômenos de tiptologia e outros fenômenos mediúnicos, produzidos por membros da família Fox Underhill. Em especial, na presença das irmãs Kate Fox e Leah Fox. Em algumas ocasiões, os fenômenos eram acompanhados da visão de mãos que se materializavam e luzes, com forma de cabeça que flutuava ou de punho humano que tocava o assoalho da casa como se desse marteladas. Essas manifestações respondiam a pedidos mentais feitos por Owen (2006, parte terc., cap. I). Ora ele solicitava pancada forte ora fraca, e elas aconteciam como era pedido.

            Em nova experiência na casa da família Underhill, meses depois, ocorreu a materialização de mão luminosa, que tocava Owen e se comunicava com ele e as pessoas presentes por meio de pancadas. Cerca de dois meses após, na sala da família citada, manifestou-se um Espírito homicida. Se antes os toques locais e contatos de mãos eram suaves, agora esses fenômenos eram como os de um martelo de 5 kg que batesse no soalho com força. A entidade disse chamar-se Jackson, um estalajadeiro que assassinara um coronel americano. Não foi informado como o estalajadeiro morreu, mas provavelmente tenha sido executado pelo crime cometido.

Outros fenômenos assustadores foram presenciados por Dale Owen e testemunhas, além da família Underhill, que demonstraram a presença de Espíritos, nem sempre pacíficos, quando produziam pancadas violentíssimas, sem que o móvel apresentasse qualquer avaria, ao final da sessão mediúnica (OWEN, op. cit., p. 324 – 329).

Todos esses fenômenos mediúnicos são respaldados por outros, semelhantes, narrados na Bíblia. Ao relatar os movimentos de objetos, como o em que ocorre o aumento e diminuição do  peso de uma mesa, por um poder oculto, Owen (p. 330- 332) cita 2 Reis, 6: 4 – 6, em que é narrada a submersão de um martelo caído no fundo da água do rio Jordão, que veio à tona após o lançamento ao rio de um pedaço de pau pelo profeta Eliseu.

Eis o relato de fenômeno mediúnico observado por Owen e outras testemunhas, na sala de jantar do Sr. Underhill, estando presentes este, sua mulher, Kate Fox e Chambers:

 

Achando-se a mesa suspensa e a balança indicando o peso de 55 quilos, pedimos que diminuísse seu peso. Em poucos segundos, o braço da balança teve de ser diminuído, até indicar 45 quilos [...]. Então, pedimos que aumentasse o peso e este subiu a 58 e depois a 65 quilos! (OWEN, 2006, p. 331).

 

 No capítulo seguinte, sobre a “escrita espiritual direta, é citado Daniel, 5:5, que relata o aparecimento de “[...] dedos de mão humana, escrevendo à luz do candieiro, sobre a caiadura da parede do palácio real [...]” (apud OWEN, p. 339).

O autor de Região em litígio cita o conhecimento da obra e pessoa do barão de Guldenstubbé, pesquisador russo que dedicou sua vida ao estudo dos fenômenos espirituais, cujo livro publicado em 1857 não teve a merecida divulgação. O barão obteve mais de quinhentas comunicações mediúnicas pela escrita direta, obtidas, principalmente, em templos religiosos, como “velhas catedrais” ou “residências históricas”. Desse total, compartilhou com Owen 67, que acrescenta: “Essas experiências foram testemunhadas por mais de cinquenta pessoas, dentre as quais ele publica os nomes de treze, sendo por essas testemunhas fornecido o papel para as experiências” (OWEN, 2006, p. 340). Tais pesquisas, infelizmente, foram proibidas e mesmo demonizadas pela Igreja.

Em 8 de agosto de 1861, na casa da família Fox, Owen teve a visão de mão luminosa que respondia as perguntas feitas por escrito. Após todos os cuidados tomados para evitar fraude, mesmo em condições adversas informadas pela entidade comunicante e após ter colocado seu sinete em cada folha, concluiu ser verdadeiro o fenômeno espiritual, com as frases impressas nas folhas assinadas por ele sem contato de mais ninguém. O autor cita outros exemplos de clara intervenção espiritual, que ratificam experiências obtidas por ele ou por outros pesquisadores em sua época.

Dale também testemunhou fenômenos espíritas extraordinários produzidos por Daniel Dunglas Home, como os que ocorreram na casa de Owen, na presença de sua família, do conde d’Áquila e do príncipe Luiz, irmão do rei de Nápoles. Apareceram mãos, como a da filha de Owen, falecida em tenra idade, segundo lhe foi informado, o vestido da Sr.ª Owen foi puxado com violência na direção contrária a em que estava o médium, e a mesa em que este estavam pousadas as mãos de Home elevou-se duas vezes e caminhou alguns centímetros. Na segunda vez, “[...] prendeu ao solo o vestido da Sr.ª Owen, impedindo que ela se levantasse, como o havia feito da primeira vez, e sendo preciso afastar a mesa para liberar o vestido” (OWEN, 2006, p. 361). Ainda mais impressionante foi o relato sobre o movimento de uma cadeira que pesava 20,5 quilos, situada atrás de Home, em direção à mesa, que parou a cerca de cinco centímetros (duas polegadas) desta antes de se chocarem.

Owen narra, ainda, as manifestações espontâneas dos Espíritos, como demonstração de sua realidade sem ideias preconcebidas, como a de Violeta, jovem de grande elevação espiritual, falecida há vinte anos, que se manifestou a ele em reunião sem que ele estivesse pensando nela. A emoção do autor foi grande, quando o Espírito esclareceu uma frase, inicialmente incompleta, sobre a finalidade de sua manifestação. Disse-lhe Violeta que viera: “Cumprir uma promessa escrita para me fazer lembrada, mesmo depois da morte” (OWEN, 2006, p. 400).

Informa-nos ainda o autor que, dias depois, o mesmo Espírito voltara a manifestar-se e respondeu a várias perguntas mentais que Owen lhe fizera, de “caráter privado e as verdadeiras respostas” conhecidas, então, somente por ele (op. cit., p. 401). Após considerações pessoais sobre a necessidade de muitas pessoas em vencer a relutância de narrar suas experiências com a manifestação espontânea dos Espíritos, o autor diz ser necessário “[...] um desejo ardente de servir à verdade, de fornecer um testemunho importante, de vital interesse para a Humanidade” (OWEN, 2006, p. 401).

Por fim, reforçado pelos fatos narrados nos Evangelhos sobre os dons espirituais e epístola de Paulo em I Coríntios, 12: 4 e 9, Owen cita as curas obtidas por influência dos Espíritos. Diz o autor então que

 

Quando João Batista mandou perguntar-lhe se Ele era o que tinha de vir ou se deviam esperar um outro, Jesus em resposta lhe manda anunciar o seguinte: “Os cegos veem, os coxos caminham, os leprosos ficam limpos, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam, e os pobres recebem o Evangelho que lhes é pregado” (OWEN, 2006, p. 478).

 

O dom de curar, reivindicado pela Igreja romana, como exclusivo de seus santos, não é seu privilégio. Em seu tempo, diz Owen (op. cit., p. 479), que a cura magnética vinha realizando prodígios. Cita, então, o caridoso marquês de Guibert, fidalgo francês que em seu hospital situado na Comuna de Tarascon, do Estado de Fontechateau, tratou gratuita e magneticamente mais de três mil e trezentos pacientes. “Cerca de três quintos desses doentes (1.948) tiveram alta por terem sido curados, e trezentos e setenta e cinco saíram muito aliviados” (OWEN, 2006, p. 479).

Em seguida, o autor narra dois casos em que não se pode negar a cura espiritual. Ambas as curas foram extraordinárias, mas, se a primeira foi de paralisia nos membros curada após vários meses de um acidente, a segunda ocorreu após 25 anos de moléstia cardíaca da Sr.ª A. Kyd. Andava com dificuldade e, para subir escadas, precisava ser carregada. Além do problema do coração, possuía diversas outras doenças crônicas, como câimbras, espasmos, prolapso do útero, mal da bexiga etc. Consultado conhecido médium, de Paris, após fortuna gasta inutilmente com consultas médicas, ficou curada com um passe dado por ele à altura do seu coração (op. cit., p. 486).

Concluindo sua bela obra, para os que têm olhos de ver, ouvidos para ouvir e buscam a verdade sem mescla, como aquela que o Cristo nos ensinou, o autor nos esclarece que o Reino de Deus e seu Espírito não está nas imposições dogmáticas ou intolerâncias religiosas. Seu Espírito, como seu Reino, estão na consciência leve, no amor ao bem pelo bem, sem ideias preconcebidas de recompensa, a não ser a da alegria de servir, perdoar e amar nosso próximo.

Das diversas reflexões expostas pelo autor dessa obra ainda pouco conhecida, após sua constatação de que a promessa de nos enviar o Consolador, realizada pelos fenômenos espíritas, atualmente mais focados na evangelização humana, atrevemo-nos a pinçar três. A primeira relaciona-se aos planos de Deus, previstos por Jesus, para que “as [...] revelações espirituais [...] viessem perenemente de um mundo mais adiantado que este [...]”; a segunda é a de que a caridade é a lei suprema, que nos exige a renúncia do apego às riquezas e poder humanos, “a pureza nos pensamento e nos atos, a resignação à vontade de Deus”; a última está no derradeiro parágrafo de Owen:

 

Com o auxílio dos Espíritos que pela triunfal transformação da morte partiram antes de nós para a feliz região sideral, com o auxílio da plácida voz que nos aconselha e do Cristo, nosso guia principal, com segurança e proveito interrogaremos o Inexplorado. Precisamos conhecer suas leis; precisamos da evidência que os seus fenômenos nos dão. Nas fronteiras dos dois mundos, encontramos influências muito mais necessárias, muito mais poderosas que qualquer das terrenas: influências benévolas, destinadas a reerguer a moral degenerada e auxiliar o progresso espiritual.

 

            Palavras que se aplicam, sem tirar nem pôr, aos nossos dias atuais. Roguemos a Deus que nos continue enviando as luzes do Alto, para que, fazendo nossa parte no incansável dever de praticar o bem, possamos atender aos objetivos Divinos de livrar a Terra da ignorância e seus maus frutos. Pois, como disse Jesus, pela árvore se reconhece seus frutos. Ainda que a nossa seja a mais pequenina do Jardim Divino, que ela se desenvolva, dia a dia, na produção de frutos maduros e saborosos.  

           

 

REFERÊNCIAS

 

KARDEC, Allan. O evangelho segundo o espiritismo. 2. ed. – 5. imp. Tradução de Evandro Noleto Bezerra. Brasília, FEB, 2017.

OWEN, Robert Dale. Região em litígio: entre este mundo e o outro. 5. ed. Tradução de Francisco Raymundo Ewerton Quadros. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2006.

 

(Publicado em Reformador, periódico mensal da Federação Espírita Brasileira (FEB), em abril de 2020.)

terça-feira, 6 de outubro de 2020

 

Em dia com o Machado 439:

VERDADE, CARIDADE E FRATERNIDADE (Jó)

 

 


        No dia 4 de outubro de 2020, o papa Francisco lançou nova encíclica intitulada Fratelli Tutti (todos irmãos). Nessa data, foram escolhidos cem jovens, de diferentes crenças, para integrar o Comitê da Fraternidade Humana.

        Diversas personalidades ecumênicas manifestaram sua grata satisfação nos comentários que fizeram sobre o tema. Falou-se na busca da "harmonia individual e coletiva em favor das leis universais", que não excluem ninguém. Condenaram-se as perseguições por motivos étnicos e religiosos e foi lembrado que a pandemia atual de coronavírus proporciona-nos a reorganização do nosso modo de vida.

        Nas palavras do cardeal Pietro Parolin, precisamos buscar a paz, combater a miséria aguda e mudar o conceito do "é preciso" para o do "eu preciso". Esse vigário do Cristo reforçou nosso dever de demonstrar a supremacia do Evangelho de Jesus, pelo exemplo, sem distinção de religião, sexo e raça. Dito isso, enalteceu a encíclica papal sobre a necessidade da harmonia entre ciência e fé. Essa seria uma abertura sem precedentes entre os seguidores de diferentes religiões e não religiosos.

        Anna Rowlands lembrou a Parábola do bom samaritano. E reforçou as orientações da encíclica papal de que as religiões devem unir-se a serviço da fraternidade no mundo e "procurar Deus com o coração sincero". Recordou, também, que a mensagem papal é a de que todos somos irmãos e irmãs, ninguém fica excluído. A fraternidade proposta por Francisco é a que envolve as pessoas de diferentes crenças, mas também "os não crentes", a meu ver eufemismo utilizado para evitar a pronúncia da palavra ateus.

        Por fim, o cardeal Miguel Angel reforçou a mensagem da encíclica papal sobre a necessidade da "construção de sociedades mais saudáveis e justas", "baseadas na benevolência e misericórdia". Não basta a tolerância, disse, é preciso "convivência fraternal", repúdio a todo tipo de violência, sem que para tal precisemos "renunciar à nossa própria identidade".

        Isso nos faz evocar o conceito de caridade, segundo Jesus, contido na resposta à questão 886 d'O Livro dos Espíritos: "Benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições dos outros, perdão das ofensas". Ao que Kardec comenta: "O amor e a caridade são o complemento da lei de justiça, pois amar o próximo é fazer-lhe todo o bem que nos seja possível e que desejaríamos que nos fosse feito. Tal o sentido destas palavras de Jesus: Amai-vos uns aos outros como irmãos" (destaquei).

        Como previu Allan Kardec, inspirado pelo Espírito de Verdade, representante de Jesus no advento do Espiritismo, tudo começa com a caridade. Tanto isso é verdade que o Codificador do Espiritismo acrescentou à máxima "Fora da caridade não há salvação" estoutra: "Fora da caridade não há verdadeiro espírita", em mensagem aos espíritas de Lyon e Bordeaux, em suas viagens pela Europa, publicadas pela Federação Espírita Brasileira, em 2005, na obra Viagens espíritas em 1862 e outras viagens de Kardec. É o que lemos no capítulo intitulado Discursos pronunciados nas reuniões gerais dos espíritas de Lyon e Bordeaux, página 54.

Como o verdadeiro espírita é igualmente discípulo do Cristo, também se pode dizer que, sem a prática dos ensinamentos de Jesus, não há "verdadeiro cristão" e muito menos fraternidade.

 

 

 

 

sábado, 3 de outubro de 2020

 

12.1.2 Os inimigos desencarnados

 


O espírita tem ainda outros motivos para ser indulgente com seus inimigos. Ele sabe, primeiramente, que a maldade não é o estado permanente do homem, que ela provém de imperfeição momentânea e que, assim como a criança se corrige dos seus defeitos, o homem mau reconhecerá um dia seus erros e se tornará bom.

Sabe ainda que a morte só pode livrá-lo da presença material do seu inimigo, mas que este pode persegui-lo com o seu ódio, mesmo depois de haver deixado a Terra, que assim, a vingança não atinge seu objetivo, mas, ao contrário, tem por efeito produzir maior irritação, que pode passar de uma existência a outra. Cabia ao Espiritismo provar, pela experiência e pela lei que rege as relações do mundo visível com o mundo invisível, que a expressão: extinguir o ódio com o sangue é radicalmente falsa, e que, na verdade, o sangue alimenta o ódio mesmo no além-túmulo.  Em consequência, dá uma razão de ser positiva e uma utilidade prática ao perdão e à sublime máxima de Cristo: Ame seus inimigos

Não há coração tão perverso que não se deixe tocar pelas boas ações mesmo a contragosto. O bom procedimento não dá, pelo menos, nenhum pretexto a represálias, e com ele se pode fazer de um inimigo um amigo antes e depois da morte. Com o mau procedimento ele irrita seu inimigo, que, então, serve de instrumento à justiça de Deus para punir aquele que não perdoou.

Pode-se, pois, ter inimigos entre os encarnados e os desencarnados. Os inimigos do mundo invisível manifestam sua maldade pelas obsessões e subjugações, a que tantas pessoas estão expostas, e que são uma variedade das provas da vida. Essas provas, como as demais, contribuem para o adiantamento do ser e devem ser aceitas com resignação, como uma consequência da natureza inferior do globo terrestre. Se não existissem homens maus na Terra, não haveria Espíritos maus à sua volta. Se devemos, portanto, ter indulgência e benevolência para os inimigos encarnados igualmente as devemos ter para os que estão desencarnados.

Antigamente, ofereciam-se sacrifícios sangrentos para apaziguar os deuses infernais, que nada mais eram do que Espíritos maus. Aos deuses infernais sucederam os demônios, que são a mesma coisa. O Espiritismo vem provar que esses demônios nada mais são do que as almas de homens perversos, que ainda não se despojaram dos instintos materiais; que não se pode apaziguá-los senão pelo sacrifício dos maus sentimentos, ou seja, pela caridade; e que a caridade não tem apenas o efeito de impedi-los de fazer o mal, mas também de conduzi-los ao caminho do bem e contribuir para sua salvação. É assim que a sentença: Ame seus inimigos não fica circunscrita ao círculo estreito da Terra e da vida presente, mas integra-se na grande lei da solidariedade e da fraternidade universais.

Tradução livre do prof. dr. Jorge Leite de Oliveira

quinta-feira, 1 de outubro de 2020

 

IMPORTÂNCIA DO NOSSO PAPEL NA DIVULGAÇÃO ESPÍRITA

Jorge Leite de Oliveira

 

[...] estudemos Allan Kardec, ao clarão da mensagem de Jesus Cristo, e, seja no exemplo ou na atitude, na ação ou nas palavras, recordemos que o Espiritismo nos solicita uma espécie permanente de caridade – a caridade da sua própria divulgação. -Pelo Espírito Emmanuel (In: XAVIER, 2008, cap. 40).

 

A educação humanista, religiosa e positivista de Allan Kardec não é desconhecida. Ele foi educado, a partir dos 10 anos, no Instituto de Yverdon, na Suíça pelo evangélico ecumênico Johann Henrich Pestalozzi, consoante as informações de Wantuil (2004, p. 51). Segundo este autor,

 

No seu Instituto de Educação, em Yverdon, cidade de cantão protestante, Pestalozzi conviveu com professores calvinistas e luteranos extremados no zelo religioso, mas, apesar disso e não obstante pertencer também à igreja reformada, ele sempre se colocou equidistante do misticismo, dos preconceitos e das paixões religiosas (WANTUIL; THIESEN, 2004, cap. 11, p. 73).

 

Essa instituição pedagógica, mundialmente conhecida, foi pautada pelo ensino intelecto-moral, e sabe-se que Kardec, o Codificador do Espiritismo, era filho de pais católicos. Desse modo, desde jovem, habituara-se a ler e analisar as Escrituras Sagradas, o que, mais tarde, na elaboração d’O Evangelho Segundo o Espiritismo, o fez refletir nos cinco núcleos cristãos, que comentou na introdução dessa obra: os atos comuns da vida de Jesus; suas predições; suas expressões tomadas como dogmas pela Igreja; seus milagres; e seus ensinamentos morais (KARDEC, 2016, introd.). Estes últimos, os únicos que não permitem controvérsias, segundo o Codificador.

Após tomar conhecimento dos fenômenos mediúnicos, em 1854, e comprovar sua veracidade, a partir de maio de 1855, na casa da Sr.ª Roger, sonâmbula, Allan Kardec passa a assistir aos inúmeros fenômenos espirituais e, em 12 de junho de 1856, por intermédio da jovem Aline C..., recebe a informação do Espírito Verdade sobre sua missão, na difusão do Espiritismo, já anunciada antes por outros Espíritos. Nessa comunicação, o Espírito Verdade esclarece a Kardec (2009, Minha missão, p. 368) que este teria de enfrentar uma guerra permanente, na qual sacrificaria seu descanso, seu sossego, sua saúde e até sua existência física, que poderia ser bem mais longa sem esses esforços na codificação e difusão do Espiritismo.

Conclui o Espírito Verdade que Kardec necessitaria de ser prudente, humilde, modesto e desinteressado. Por fim, teria que ter "[...] devotamento, abnegação e disposição a todos os sacrifícios [...]” no sucesso de sua missão (id., ibid.).

A isso, responde o Missionário da Terceira Revelação humildemente:

 

Espírito Verdade, agradeço os teus sábios conselhos. Aceito tudo, sem restrição e sem ideia preconcebida.

Senhor! já que te dignaste lançar os olhos sobre mim para cumprimento dos teus desígnios, faça-se a tua vontade! A minha vida está nas tuas mãos; dispõe do teu servo. Reconheço a minha fraqueza diante de tão grande tarefa; a minha boa vontade não desfalecerá, mas talvez as forças me traiam. Supre a minha deficiência; dá-me as forças físicas e morais que me forem necessárias. Ampara-me nos momentos difíceis e, com o teu auxílio e o amparo dos teus celestes mensageiros, tudo farei para corresponder aos teus desígnios (KARDEC, 2009, p. 369).

 

            Assim agem os grandes missionários. Não fogem aos desafios de sua missão, abandonam tudo o que é supérfluo, em prol dela, e dedicam toda a sua vida para bem cumpri-la, sem outro objetivo que não seja o do bem da Humanidade. Allan Kardec foi um desses gigantes escolhido a dedo por Jesus Cristo. Tudo abandonou, quando observou conscienciosamente e pesquisou, sem ideias preconcebidas, os fenômenos mediúnicos. Não receou, mesmo, abandonar o conceito católico que possuía sobre a vida na Terra, acatando, humildemente, as ponderações dos Espíritos superiores sobre a necessidade da reencarnação e sua justiça na explicação de todas as desigualdades existentes no mundo.

Autor de cursos renomados, de obras didáticas premiadas, nome já consagrado no meio científico, podia fazer fortuna nesse ambiente, mas diante da grandiosidade da tarefa que vislumbrava pela frente, não titubeou em abraçar a causa espírita com todo o ardor de sua alma missionária. Cabe a nós seguir seus passos, como ele seguiu os do Cristo, nosso Irmão Maior e Modelo Divino para toda a Humanidade. Acompanhar Kardec na vivência e divulgação do Espiritismo é doar-nos em prol de um mundo melhor, é combater o materialismo, é praticar o bem incansavelmente, para que possamos, desde já, ser felizes.

Preocupado com o futuro da Doutrina Espírita, e empenhado na produção d’O Livro dos Espíritos, Kardec, na questão 798, deseja saber se o Espiritismo tornar-se-ia crença geral. Então, foi informado de que este não somente se tornará “crença comum”, como “marcará uma Nova Era na História da Humanidade, porque está na Natureza e chegou o tempo em que ocupará lugar entre os conhecimentos humanos [...]”.

Em seguida, esclarecem os Imortais que o Espiritismo haveria ainda que sustentar, por algum tempo,

 

[...] grandes lutas, mais contra os interesses, do que contra a convicção, pois não se pode dissimular a existência de pessoas interessadas em combatê-lo, umas por amor-próprio, outras, por causas inteiramente materiais. Porém, seus contraditores se tornarão cada vez mais isolados, serão forçados a pensar como os demais, sob pena de se tornarem ridículos (KARDEC, 2006, p. 438).

 

 Allan Kardec (2014, p. 361) previu quatro períodos distintos na difusão do Espiritismo: o primeiro foi o da curiosidade; o segundo foi o da observação ou fase filosófica da Doutrina Espírita; o terceiro e o quarto períodos ainda dependem muito do nosso esforço para se concretizarem. Com o advento da internet, proporcionando a globalização das comunicações e a aprovação, cada vez maior de dissertações e teses espíritas acadêmicas, o terceiro período, que é o de sua admissão “entre as crenças oficialmente reconhecidas” está em pleno curso.

Cabe-nos, como adeptos, esforçar-nos para que o Espiritismo exerça “sua influência sobre a ordem social”, em seu quarto período, como previu Kardec que ocorrerá. Quando isso acontecer, em sua plenitude, a Humanidade “entrará num novo caminho moral” e, consequentemente, o mundo será mais feliz.

Em seu período inicial, o Espiritismo foi bastante ridicularizado pelas pessoas supostamente doutas, em especial, pelos adeptos das teorias materialistas. Também o meio religioso via a Doutrina Espírita como concorrente dos seus interesses em dominar as mentes, no que se refere ao sagrado, além de desmistificar os dogmas sem fundamentos reais, como o da doutrina das penas eternas e outros, já bastante conhecidos.

Em nossos relacionamentos sociais, estudos e esforços na divulgação do Espiritismo, temos constatado o acerto das seguintes palavras kardequianas:

 

 O temor do ridículo entre uns, e noutros o receio de melindrar certas susceptibilidades os impedem de proclamarem alto e bom som as suas opiniões; isso é sem dúvida pueril; entretanto, nós os compreendemos perfeitamente. Não se pode pedir a certos homens aquilo que a Natureza não lhes deu: a coragem de desafiar o “que dirão disso?” Porém, quando o Espiritismo estiver em todas as bocas – e esse tempo não está longe – tal coragem virá aos mais tímidos. Sob esse aspecto uma mudança notável já vem se operando desde algum tempo; fala-se dele mais abertamente; já se arriscam, e isso faz abrir os olhos dos próprios antagonistas, que se interrogam se é prudente, no interesse de sua própria reputação, combater uma crença que, por bem ou por mal, infiltra-se por toda parte e encontra apoio no ápice da sociedade. Assim, o epíteto de loucos, tão largamente prodigalizado aos adeptos, começa a tornar-se ridículo; é um lugar-comum que se torna trivial, pois em breve os loucos serão mais numerosos que as pessoas sensatas, havendo mais de um crítico que já se colocou do seu lado. Finalmente, é o cumprimento do que anunciaram os Espíritos, ao dizerem: os maiores adversários do Espiritismo tornar-se-ão seus mais ardorosos partidários e propagandistas (KARDEC, 2014, p. 362).

 

            No mundo atual, as ideias materialistas e a falta de uma crença pautada nas eternas leis naturais, junto com outros fatores socioeconômicos e políticos, têm causado muitos distúrbios sociais e levado milhões de pessoas ao crime e ao suicídio. Cabe, então, ao adepto sincero do Espiritismo atuar, com denodo e amor, na divulgação de sua elevada concepção, a fim de que, rapidamente, sua revelação se espalhe por toda a Terra. Sem nossa transformação moral, entretanto, pouco ajudaremos nessa tarefa, pois, como nos informa o Espírito Emmanuel: “Não é tão fácil a conversão do homem, quanto o afirmam os portadores de convicções apressadas. Muitos dizem: ‘eu creio’, mas poucos podem declarar: ‘estou transformado” (XAVIER, 2005, cap. 15, p. 45).

            Segundo Léon Denis, que já entrevia, no início do século XIX, as dificuldades que provoca o sectarismo religioso, na concretização de uma identidade comum com a doutrina do Cristo no mundo, centrada na humildade e no amor,

 

O que é presentemente necessário à Humanidade não é mais uma crença, uma fé decorrente de um sistema ou de uma religião particular, inspirada em textos respeitáveis, mas de autenticidade duvidosa, em que a verdade e o erro se mesclam e se confundem. O que se impõe é uma crença baseada em provas e em fatos; uma certeza fundada no estudo e na experiência, de que se destacam um ideal de justiça, uma noção positiva do destino, um estímulo de aperfeiçoamento, suscetíveis de regenerar os povos e ligar os homens de todas as raças e de todas as religiões (DENIS, 2016, cap. 8).

 

            Já na Revista Espírita e nas obras básicas de Kardec, encontramos alertas, como esta síntese: “Para a parte moral do Espiritismo, nenhuma dificuldade na teoria, muita na prática”. Um Espírito. (KARDEC, 2004, it. A melhor propagada, p. 476). Cabe a nós, os novos cristãos, à luz do Espiritismo, esforçarmo-nos para pôr em prática esses brilhantes ensinamentos que tanto nos emocionam, mas que precisam também ser aplicados no cotidiano de nossas existências físicas. Isso porque, segundo o Espírito Emmanuel, guia espiritual de Chico Xavier (2005, cap. 19): “Os que afirmam apenas na forma verbal que o Mestre se encontra aqui ou ali, arcam com profundas responsabilidades. A preocupação de proselitismo é sempre perigosa para os que se seduzem com as belezas sonoras da palavra sem exemplos edificantes”.

            Somente estaremos em condições de, não somente atrair, como também de convencer a outrem sobre a grandeza de nossas convicções, observando com rigor o que diz Allan Kardec: “Reconhece-se o verdadeiro espírita se pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar suas inclinações más” (KARDEC, 2016, cap. 17). A  isso, o Espírito Emmanuel acrescenta o seguinte: “Tua mensagem não se constitui apenas do discurso ou do título de cerimônia com que te apresentas no plano convencional; é a essência de tuas próprias ações, a exteriorizar-se de ti, alcançando os outros” (XAVIER, 2008, cap. 2).

 

REFERÊNCIAS

 

DENIS, Léon. Cristianismo e espiritismo. Trad. Leopoldo Cirne. 17. ed. 4. imp. Brasília: FEB, 2016.

KARDEC, Allan. O livro dos espíritos. Trad. Evandro Noleto Bezerra. 1ª ed. comemor. Rio de Janeiro: FEB, 2006.

______.Obras póstumas. Trad. Evandro Noleto Bezerra. Rio de Janeiro: FEB, 2009.

______. O evangelho segundo o espiritismo. Trad. Evandro Noleto Bezerra. 2. ed. 2. reimp. Brasília: FEB, 2016.

______. Revista Espírita: jornal de estudos psicológicos. Ano 1, n. 9,  set. 1858. Trad. Evandro Noleto Bezerra. 5. ed. 1. imp. Brasília: FEB, 2014.

______. _____. Ano 11, n. 11, nov. 1868. Trad. Evandro Noleto Bezerra. Brasília: FEB, 2004.

WANTUIL, Zeus; THIESEN, Francisco. Allan Kardec: o educador e o codificador. 2. ed. Rio de Janeiro: 2004.

XAVIER, Francisco Cândido. Caminho, verdade e vida. Pelo Espírito Emmanuel. 1. ed. esp. Rio de Janeiro: FEB, 2005.

______; VIEIRA, Waldo. Estude e viva. Pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz. 13. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2008.

 

Publicado no periódico mensal Reformador, da Federação Espírita Brasileira, set. 2017.

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