EM DIA COM O
MACHADO 549:
SÍLVIA E JOSÉ
GROSSO, MEUS PROTETORES (Irmão Jó)
No último domingo, estive numa
reunião espírita presencial, no Guará 1, cidade brasiliense. Fora convidado
para proferir palestra pública no Centro Espírita André Luiz. No salão modesto,
onde cabiam cerca de cem pessoas, estava
presente bom público.
Discorremos sobre as Diversas
Moradas da Casa do Pai e parece que não fomos mal, pois a vice-presidente,
ao final da palestra, elogiou-nos e agradeceu discretamente. Nos 30 minutos
antes de nossa exposição, o jovem Ubiraci tocou violão e cantou para o público
presente. O músico ocupou a cadeira ao lado direito da mesa. O dirigente foi o
Sr. Juraci, que, junto com a vice-presidente Bernadete, compôs a mesa conosco.
Terminada a palestra, fui convidado
para dirigir-me à sala ao lado, onde todos receberíamos um passe e eu faria a
prece de encerramento dos trabalhos. Tão logo essas atividades terminaram, a
Sra. Bernadete perguntou-me se eu ainda trabalhava como psiquiatra ou se já me
aposentara.
Como me referira a trabalho
assistencial de que participo, semanalmente, em cidade goiana próxima a
Brasília, integrado por dois médicos psiquiatras, além de mim e outro
colaborador da FEB, a Sra. Bernadete pensou que eu fosse um desses doutores. Expliquei-lhe
que não sou psiquiatra, mas sempre tive profunda admiração por esse
profissional da medicina. Ela, então, disse-me que vira uma equipe de
psiquiatras ao meu lado enquanto eu expunha. Agradeci e respondi-lhe que talvez
eu estivesse carente de assistência espiritual na área.
Em seguida, ela falou-me que também
vira meu protetor espiritual: o espírito José Grosso. De início, me assustei,
mas logo me lembrei de já ter lido algo sobre esse espírito e fiz troça com seu
nome: — Talvez seja porque sou grosso... Ouvindo isso, ela explicou-me que esse
espírito, em sua última encarnação, fizera parte da equipe de Lampião, mas como
não concordara com os métodos violentos desse cangaceiro, sempre que sabia da
visita de Lampião a uma casa, para a prática de crime, alertava seus moradores
para fugirem antes da chegada do cangaceiro e seus comparsas. Ao saber disso,
Lampião arrancou-lhe os olhos com uma faca e o deixou na mata. Ali, José Grosso
ficou até vir a falecer vitimado por infecção generalizada.
Por esse motivo, ao retornar para
casa, fiz nova pesquisa e descobri estas pérolas sobre “meu protetor”, que só
conheci agora, quando já estou idoso. Também só depois dos 60 anos de idade
conheci minha madrinha Sílvia, residente em Juiz de Fora, que é carinhosamente
tratada como Silvinha.
Silvinha é católica praticante e diariamente
me encaminha um vídeo de aproximadamente 5 minutos, com fala do padre Émerson.
Sempre espiritualizado e respeitoso às pessoas de todas as crenças, ele comenta
um versículo do Novo Testamento. O nome do programa é Palavra do Dia, e, nos
trinta segundos finais, ouvimos o som da música Aleluia... aleluia. Ao fundo, o
Sol aparece brilhando e vai desaparecendo aos poucos. Lindo! Como sou, antes de
qualquer coisa, espírita cristão, vez por outra compartilho em meu blog o vídeo
com a mensagem muito evangelizada do novo discípulo do Cristo.
Curioso com a história de José
Grosso, resolvi pesquisar sobre a vida e características desse espírito, na
internet e em obras de minha biblioteca particular. Tudo o que Bernadete disse
foi confirmado na pesquisa que fiz. Mais ainda, soube que ele é um espírito
muito disciplinado e espiritualizado.
Depois lembrei-me de que o espírito
José Grosso apresentou-se em fenômenos de materialização e curas, e colhi estas
informações no site d’O Consolador, revista semanal espírita:
Entidade amiga, dotada de bons
sentimentos, reencarnou diversas vezes na Terra. Exerceu poder e autoridade na
antiga Germânia (Alemanha), quando então tinha o nome de Johannes, homem
rígido, disciplinado e místico, tendo desencarnado por volta do ano de 751.
Renasceu também na Holanda, onde exerceu o alto cargo de Adido Diplomático,
convivendo, dessa forma, com a alta classe daquele país e também com a corte de
Francisco I, rei de França.
Logo que desencarnou no Brasil, em
1936, foi recebido na Espiritualidade pelos Espíritos Scheilla e Joseph Gleber,
os quais mantiveram laços com ele quando de sua romagem terrena na Germânia.
Em 1949, ano de suas primeiras
manifestações, conduzido que foi ao Centro Espírita André Luiz, no Rio de
Janeiro, pelos Espíritos acima citados, dizia “ser folha caída dos ventos do
Norte”.
Entre os médiuns por meio dos quais se
comunicava, destaca-se Peixotinho (Francisco Peixoto Lins), extraordinário
médium de efeitos físicos, notabilizado pelas materializações luminosas,
nascido na cidade de Pacatuba, Ceará, em 1° de fevereiro de 1905 e citado na
obra Materializações Luminosas, de Rafael Ranieri (NEGREIROS,
Estênio. José Grosso, um Bandoleiro do Bem. Crônicas e Artigos, Ano 6 –
Nº 272 – 5 ago 2012. Em: http://www.oconsolador.com.br/ano6/272/estenio_
negreiros.html. Acesso em 10 nov. 2022).
Alma
irmã, não será por falta de boa companhia e assistência espiritual que eu venha
a cair. Que Deus ilumine, cada vez mais, o espírito José Grosso, que de grosso
nada tem, a Silvinha e o padre Émerson, bem como nossas maravilhosas famílias
espirituais e físicas.
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